Denúncia Coimbrã


O duelo
Julho 31, 2007, 10:56 pm
Arquivado como: As Beiras, Carlos Encarnação, Horácio Pina Prata, duelo, iParque

Foto_Cortesia As Beiras
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Não há fenómeno humano mais deprimente que ver o deteriorar de uma relação, entre 2 amigos. Dez mil vezes pior que uma relação amorosa, por vezes. Quando se ultrapassa a esfera pessoal e se entra no campo profissional, neste caso politico, as consequências podem ser bem mais devastadoras - para todos. Carlos Encarnação e Horácio Pina e Prata, pelo menos durante 5 anos, tiveram uma proximidade que os fizeram ser companheiros de uma missão, governar a CMC. Vimo-los muitas vezes juntos, cúmplices nos melhores e piores momentos, como dois sinceros amigos Há um ano atrás Carlos Encarnação, por motivos políticos, tirou a confiança ao seu amigo. Desde aí não param de se esgrimar politicamente. O presidente da CMC “barra-lhe os caminhos”, Pina Prata sente-se perseguido e defende-se, passou a reagir e tornou-se o serio opositor à maioria da CMC (da qual o próprio faz parte). A cena endureceu, a prova foi o ex-vice presidente da CMC referir que “Não há golpe sem punição”. Referindo-se à sua demissão do Coimbra iParque. Já tínhamos referenciado a personalidade politica de Carlos Encarnação, hirto, implacável e não gosta muito de desculpas eternas a asneiras publicas - feitas pelos seus “escolhidos”. Ou cumprem a missão, ou saltam fora. Esta honestidade politica faz, a nosso ver, de Carlos Encarnação um dos políticos mais sérios e respeitados. Esta frieza institucional fica sempre bem, quando os vícios são mais que muitos. Mas, não estará a ser demasiado duro e a originar ambientes pouco propícios para ultrapassar as dificuldades que se avizinham? Coimbra não está bem, assim poderá ficar pior.



Pagar? Logo se vê!
Julho 30, 2007, 1:33 am
Arquivado como: CMC, dividas, empreitadas, obras públicas

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É preciso mostrar obra feita. Pagar? Logo se vê! A Câmara Municipal de Coimbra (CMC) está incluída no pelotão dos que mais demoram a pagar as empreitadas das obras públicas. O Inquérito Semestral aos Prazos de Recebimento nas Obras Públicas, referente à Primavera de 2007, revela que a CMC está no escalão máximo de atraso ao pagamento – superior a 15 meses. É obra!

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À cerca do Teatro da Cerca
Julho 29, 2007, 11:58 pm
Arquivado como: A Escola da Noite, Mário Nunes, Teatro da Cerca de S. Bernardo

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Foi feito para alojar a companhia de teatro A Escola da Noite, mas pode não ser bem assim. A construção do Teatro a Poente da Cerca de S. Bernardo tem gerado muita polémica. Primeiro, não está a ser honrado um protocolo existente, entre a CMC e A Escola da Noite, que alberga esta companhia no referido equipamento cultural. Segundo, a obra ainda não foi entregue pelas empresas construtoras á CMC (dos 195 dias previstos, já lá vão mais de 2 anos). O que não impediu a realização de inúmeros eventos, já efectuados no espaço. Mário Nunes garante que “em Setembro está tudo ao fininho” mas não esclarece para que vai servir o Teatro da Cerca. Então mas não era para A Escola da Noite?

 



Mais uma facada a Pratas
Julho 28, 2007, 5:02 am
Arquivado como: Carlos Encarnação, Pina Prata, iParque

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Já tínhamos referenciado, Carlos Encarnação é um politico hirto e implacável com os “inimigos políticos”. Depois de ter perdido a confiança e lealdade politica para com o actual presidente da CMC, Horácio Pina Prata não tem parado de levar “bolachadas” (political revenge?). Pina Prata foi demitido da Coimbra Inovação Parque (iParque). A Assembleia Geral da iParque aprovou a nulidade da entrada de 4 novos accionistas, o que viabiliza a CMC recuperar a posição de accionista maioritária - perdida há um ano atrás. A liderança do iParque passa a pertencer a Carlos Encarnação, pois então. Pina Prata abandonou os trabalhos. Poderá nascer aqui a definitiva oposição séria, digna do nome, à CMC. É que Victor Baptista, líder da oposição (?), anda mais preocupado com o que o historiador Reis Torgal anda a escrever sobre a sua pessoa (a do Victor, entenda-se).



As tristes opiniões sobre a liberdade de Alegre

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A opiniões devem ser respeitadas. Nesta igualdade que nos tentam incutir temos a consciência que somos bem diferentes no que toca a exprimir o que sentimos e nas analises que fazemos a tudo o que nos rodeia. Parece ser unânime (ou não?) que a sociedade portuguesa actual vive um medo silencioso. O maior drama do português de hoje é: “devo eu ser politicamente correcto, hipócrita, só para não me lixarem? Ou devo ser autentico e honesto comigo próprio, no pensar, dizer e fazer?”. É seguramente as duvidas e as preocupações que pairam nos lares portugueses. Existe uma grande ignorância, mesmo nos mais iluminados, sobre os direitos de liberdade e cidadania. A generosidade da Democracia não é, por cá, bem aceite. Felizmente que existem (ainda) figuras ilustres (algumas da nossa Coimbra) que não têm medo de falar, do próprio medo. Manuel Alegre, personalidade que diz muito a Coimbra, arrasou recentemente num artigo no Público. Nós aqui postamos um trecho. Depois das cronicas de José Gil na Visão, esta foi, sem duvida, a pedrada que interessava lançar a todos os que andam “distraídos”. Se vislumbrávamos um aplauso geral, cedo caímos por terra. As palavras do Poeta não foram bem aceites, por alguns. Destacamos aqui duas tristes, mas respeitadas, opiniões. Paulo Baldaia diz no Jornal de Noticias: “Alegre não é o superdotado que inventou a liberdade. E não era nele que pensava Sottomayor Cardia quando dizia que «só é livre o homem que liberta». Se fosse, Alegre estaria nas reuniões do seu partido a tentar convencer os camarada a arrepiar caminho. Já é tempo de Alegre se auto-avaliar mais pelo que faz e menos pelo que diz”. Depois de lermos tal estupidez, sugerimos a Paulo Baldaia que se auto-avalie mais pelo que diz e menos pelo que faz (na blogosfera!). Vital Moreira, na blogosfera, dispara: “Desafecto do actual «mainstream» político e doutrinário do PS e sem ilusões sobre as alternativas, Alegre limita-se a escrever para a (sua) história, sublinhando a traços negros as suas divergências. No fundo, mesmo discordando da sua visão das coisas (em especial quanto a um imaginário perigo para as liberdades públicas, que a direita inventou), ninguém pode negar-lhe o direito ao seu «grito de alma».
Este ilustre conimbricense, outrora “cuspido” politicamente por Álvaro Cunhal, mergulhou na constitucionalidade de tudo e ultimamente tem sido um acérrimo defensor das maiores tonteiras do primeiro-ministro, José Sócrates. Ninguém pode negar-lhe o direito a dizer (escrever) asneiras.

Quanto a nós, Alegre é Fixe!
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Contra o Medo, Liberdade
Julho 26, 2007, 1:31 am
Arquivado como: Manuel Alegre, liberdade, medo, opinião

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O filosofo escritor José Gil já o faz regularmente. Desta vez  é Manuel Alegre que solta palavras sábias sobre o que mais inquieta o Portugal de hoje, O MEDO!

Contra o Medo, Liberdade
Nasci e cresci num Portugal onde vigorava o medo. Contra eles lutei a vida inteira. Não posso ficar calado perante alguns casos ultimamente vindos a público. Casos pontuais, dir-se-á. (…) Mas que têm em comum a delação e a confusão entre lealdade e subserviência. Casos pontuais que, entretanto, começam a repetir-se. Não por acaso ou coincidência. Mas porque há um clima propício a comportamentos com raízes profundas na nossa história, desde os esbirros do Santo Ofício até aos bufos da PIDE. (…) Não vivemos em ditadura, nem sequer é legítimo falar de deriva autoritária. As instituições democráticas funcionam. Então porquê a sensação de que nem sempre convém dizer o que se pensa? Porquê o medo? De quem e de quê? Talvez os fantasmas estejam na própria sociedade e sejam fruto da inexistência de uma cultura de liberdade individual. (…)
Por isso, como em tempo de outros temores escreveu Mário Cesariny:
“Entre nós e as palavras, o nosso dever falar.” Agora e sempre contra o medo, pela liberdade. “

São estas as palavras que nos acompanham, em todos os pestanejares.



Os Blogues da AAC
Julho 25, 2007, 4:57 am
Arquivado como: AAC, blogues

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A Academia de Coimbra sempre se pautou por uma irreverencia muito característica, reconhecida por muitos e impar nalguns episódios da nossa história. O ambiente e a estrutura da cidade estimularam os primeiros berros (sérios) à liberdade de pensamento e expressão. Foi daqui, AAC, que surgiram os primeiros ataques ao medo. Foi aqui que se projectou as mais criativas formas de beliscar o poder. Muita gente questiona as razões porque postamos tanto sobre a AAC. Se não o fizéssemos (como a imprensa citadina) estaríamos a ignorar uma das mais prestigiadas instituições de Coimbra. Mais, uma das mais respeitadas do pais - no que toca ao ensino, ao saber e á (tal) irreverencia que atrás referimos. No Edifício da AAC organizam-se as propostas culturais mais ousadas e interessantes feitas na cidade. No campo desportivo torna-a uma das mais eclécticas do mundo, em termos de modalidades disponíveis, e fazedora de campeões. Agregada a esta importância está o factor emocional. A paixão pela AAC, como recentemente Rui Alarcão tão bem descreveu o que sentia pela academia. Este antigo Reitor afirma ter ligações a muitas outras instituições mas nenhuma tem a importância e o significado da AAC. Sobrescrevemos as suas sábias palavras. Sente-se, por quem lá passa. Por tudo isso a AAC merece a nossa atenção. E, se não damos mais é porque existem outros a faze-lo também. A irreverencia coimbrã ao rubro com o aparecimento de novos blogues, na AAC. Tomem nota: TotoAAC, Eu Vou, Eu não Vou, Blog da DG_AAC, ABSOLUTAMENTE AAC, FOI UM AR e BLOG da VENTANIA: Particularidade: o conteúdo está quase sempre nos comentários e usam o anonimato. Aqui, tem razão de ser, a informação circula mas não compromete ninguém. Surgiu ultimamente uma apertada caça às bruxas, neste caso - caça aos blogueiros. Quem são, de onde vêm, para onde vão, parecem ser as interrogações que se cruzam nos corredores da AAC. O clima é de suspeição, exactamente como no “antigamente”. Só que agora existe mais uma ferramenta, a tecnologia. Da parte que nos toca, nunca vamos esquecer: foi daqui que surgiram os primeiros ataques ao medo.



23 dias depois Paz demite-se da AAC
Julho 24, 2007, 12:31 am
Arquivado como: Alberto Martins, João Paz, Paulo Fernandes, Victor Hugo Salgado, demissão

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Vinte e três dias depois. Repetimos, 23 dias depois o Diário de Coimbra (DC) informa que João Paz, ex-vice presidente da AAC, “bateu com a porta”. Ou seja, demitiu-se. Parece-nos uma eternidade, 23 dias, para quem quer estar à frente na informação. A noticia confronta João Paz sobre a verdade das informações que circulavam na blogosfera, se os motivos eram os colegas não o terem deixado ser tesoureiro na próxima Latada. (Para a próxima o DC diga a quem da blogosfera se refere. Damos uma ajuda, fomos nós que lançamos em primeiríssima mão.) Paz negou e justificou-se com incompatibilidades com o actual presidente, Paulo Fernandes. Tínhamos dito na altura e mantemos, João Paz é uma pessoa sensata. Tass bem Paz, entendemos o “politicamente correcto” e continuaremos a credibilizar as nossas fontes de informação.

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Na AAC o que ontem foi - pode não ser…amanhã. É por essas razões que Paulo Fernandes está perplexo com a traição de Alberto Martins e Victor Hugo Salgado. Ontem, presidentes da AAC. Hoje, deputados pelo PS. Amanhã?

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Ainda não percebemos porque é que são sempre as mesmas fotografias a ilustrar a cronica sobre os 120 Anos de História da AAC, no DC. Ainda mais sendo um dos intervenientes, Victor Hugo Salgado. Há mais imagens. O Kabec_Ilha pode dar uma ajuda.



Carlos Paredes
Julho 23, 2007, 9:59 pm
Arquivado como: Carlos Paredes


“Misto de revolta e estupefacção” transformado em abaixo-assinado
Julho 22, 2007, 10:48 pm
Arquivado como: Travessa dos Gatos, abaixo-assinado, moradores

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“Um misto de revolta e estupefacção” levou a que mais de meia centena de comerciantes e moradores da Travessa dos Gatos entregassem um abaixo-assinado a Carlos Encarnação. Depois da derrocada do prédio, a 1 de Dezembro de 2006, ainda nada foi feito. Sete meses de silêncio que provocam avultados prejuízos à zona afectada. Para quando o resultado do inquérito que mandou abrir no Departamento Jurídico, Sr presidente? Mais urgente que apontar os responsáveis será resolver o problemas das pessoas afectadas. Ou não?