Denúncia Coimbrã


Tribunal dá razão a Fernando Moura
Outubro 31, 2007, 7:57 pm
Arquivado como: Emídio Mendes, Fernando Moura, Imprensa Livre, Novo Jornal, Paulo Sérgio, Segecamp

Não se brinca com o trabalho dos outros. E, quando isso acontece deverá o lesado encaminhar o assunto para as instâncias adequadas. Foi o que fez o profissional de imprensa, Fernando Moura. Em boa hora, acrescentamos, pois o Tribunal de Trabalho de Coimbra deu-lhe razão e obrigará Emídio Mendes a endemizar o jornalista em 20 mil euros. Em causa está a “facada nas costas” no semanário Imprensa Livre, que era Novo Jornal antes da Segecamp “escorraçar” Fernando Moura e colocar Paulo Sérgio como director deste projecto jornalístico.

 



Proibidos entrar na Latada 2007
Outubro 30, 2007, 3:15 am
Arquivado como: DG - AAC, In Vino Veritas, Kabec_Ilha, Latada, Paulo Fernandes, Ricardo Duarte

 

A vingança da pequenez ou o poder dos pequenotes?
Tem sido uma autentica “caça às bruxas”. A DG AAC, que organiza a Festa das Latas, tem tentado barrar a entrada, no recinto da festa, a todos os seus críticos. Já foi assim com elementos da lista do candidato André Oliveira. Aliás, ele próprio teve de ir comprar bilhete pois retiraram-no da guest list. Esta lista, que oferece bilhetes a colaboradores da Academia, “esqueceu-se” do desempenho que o actual candidato já teve pela AAC. A lista oferece bilhetes aos que não criticam (pela frente) a DG e aos amigos – dos amigos – dos amigos – dos amigos, que nada fazem pela AAC, salvo raras excepções. Pior que isso foi a vigia, o controle que a DG fez, para confirmar se André Oliveira comprava mesmo o bilhete. Ofensivo, no mínimo, este gesto abusivo perante qualquer cidadão. Os diversos grupos académicos, em plena actuação, têm tecido duras criticas ao trabalho desta DG e a esta Latada. Ontem, a Tuna de Medicina criticou duramente a DG e a Estudantina fez o paralelismo entre esta DG e o grito académico dado pelo presidente no Sarau, um engano. LOL! Hoje, dia 29, foi a vez de barrarem a entrada ao nosso Kabec_Ilha - que tem responsabilidades com um grupo de trabalho da AAC. Com o direito a ser credenciado, tal como os outros elementos das diversas Secções, para executar o seu trabalho - não viu o seu pedido aceite. E porquê? Porque critica o trabalho actual da DG aqui, no blog Denúncia Coimbrã. Ponto final! O Kabec_Ilha ainda pediu para chegar ao dialogo com Ricardo Duarte, Coordenador da Latada 2007, numa tentativa de elucidar a organização que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Que o Álvaro de Campos nada tinha a ver com Ricardo Reis. Nem Alberto Caeiro era Bernardo Soares, pois este era um “semi-heterónimo”. E todos eles eram Fernando Pessoa. (Desculpem a ousadia na comparação, com a devida modéstia. Apenas humor.) Que nada! Os organizadores não quiseram dialogo, informou-nos o colega Leite - mediador da proibição. E como só conhecemos uma verdade absoluta - a morte, continuamos! Já que é para morrer, que seja de pé. Com o orgulho de ser superior a vinganças do poder dos pequenotes.

 

Leiam atentamente o comentário feito por um dos responsáveis do Grupo Académico: Imperial Tertúlia In Vino Veritas.

 



Retratos da Justiça portuguesa
Outubro 29, 2007, 1:28 am
Arquivado como: António Marinho e Pinto, Dura Lex, Livraria Minerva, justiça, leis

 

Se há coisas que Coimbra (ainda) se pode orgulhar é dos advogados que tem. É inúmera a lista de personalidades de respeito no que diz respeito a leis e justiça em Portugal. Um deles é António Marinho e Pinto. Lançou o livro “Dura Lex, Retratos da Justiça Portuguesa”, edição Minerva Coimbra.

Alguns episódios da nossa justiça revelada sem papas na língua - nem medos. “Há coisas no nosso sistema judicial que se repetem há décadas ou séculos, num mimetismo grotesco, sem que ninguém saiba porquê. E sempre que algum novato, com sangue mais quente na guelra, tenta fazer algo diferente, logo é posto no seu lugar pelos que já lá estavam quando ele chegou. E de tal maneira a pedagogia é convincente que, não raro, são os mais novos que se transformam nos mais zelosos defensores de statu quo. Diz-se: «É assim…porque sempre foi assim!». Mas terá se ser sempre assim?”.

A observação deste prestigiado advogado ultrapassa a esfera da justiça, parece-nos o cliché perfeito da nossa sociedade. Uma leitura a não perder.



CMC retira apoios à Latada
Outubro 26, 2007, 4:45 pm
Arquivado como: CMC, Latada, Marcelo Nuno, limpeza, lucro, segurança

Ambientes Festivos

A organização da Festa das Latas vai ter de pagar 19 mil euros pela limpeza e segurança, fora do recinto de festa. Absurdo, no mínimo, já que estas despesas dentro do Parque da Canção são suportadas pela organização. O argumento de tal medida, avançada por Marcelo Nuno, é justificado porque as festas académicas dão muito lucro. Esquece-se este “cérebro das finanças” que o lucro obtido pelo trabalho e empenho de muitos estudantes é para investir dentro da própria academia. É com esse dinheiro que a DG AAC gere as contas da casa e distribui parte às Secções. Já basta o dinheirão pago pela Secção de Natação à CMC, que retira apoios a AAC. Não entendemos este comportamento da autarquia, tipo proxeneta institucional. Sendo Coimbra uma cidade que vive dos estudantes, não estamos a perceber o propósito de a CMC não limpar o lixo que estes fazem em via pública. Afinal, essa via pública, pelo que sabemos, não é da responsabilidade da organização da Festa das Latas.



Carlos Encarnação / Escola da Noite
Outubro 25, 2007, 12:19 am
Arquivado como: Bloco de Esquerda, Carlos Encarnação, Catarina Martins, DRCC-MC, Teatro da Cerca

 

Carlos Encarnação veio a público justificar o diferendo que tem com A Escola da Noite, relativamente ao Teatro da Cerca de S. Bernardo. Segundo o edil, a companhia quer o monopólio do espaço e a CMC quer salvaguardar o teatro para as actividades que a autarquia pretende “apadrinhar”. A Escola da Noite já cedeu a estes e a outros pontos que a CMC exigiu. São públicos e foram testemunhados na imprensa. A esta reacção do presidente, o Bloco de Esquerda responde: “Carlos Encarnação mente. Mente em relação ao processo do Teatro da Cerca de S Bernardo e em relação ao acordo com a Escola da Noite”. Por essas razões vai pedir esclarecimentos junto da Assembleia Municipal e da Delegação Regional da Cultura do Centro / Ministério da Cultura (DRCC-MC). Aliás, há muitos que se espantam com o silêncio da DRCC-MC. Não entendemos, sinceramente. O que sabemos é que os únicos que têm honrado os compromissos com esta companhia de teatro, tem sido precisamente a DRCC-MC. Passamos à frente. O BE também quer saber quais as competências dos funcionários da CMC, destacados para o espaço. Temem que a sua função seja de “policiamento, sustentado pelo erário municipal”. Discordamos completamente. Deverá haver, neste teatro e noutros, a ligação entre os agentes artísticos e a autarquia. Ambos têm a ganhar, quando se constroem relações saudáveis de “vizinhança”. Quem pensa em policiamento dá a entender que algo de ilícito se possa passar. Ao que julgamos, um teatro é uma casa de criação e representação artística. Nada mais. Acresce a esta opinião o facto de que um dos funcionários destacados tem larga experiência em produção. Ajudou a organizar muitas Queimas das Fitas, teve ligado a variadíssimos eventos da AAC (onde coabitou com António Augusto Barros – então organizador da BUC) e desempenhou papeis importantes em muitas produções da CMC (no tempo de Manuel Machado). Por isso, tem o Know-how suficiente para ajudar a erguer qualquer espectáculo desta, ou de outra, companhia. Parece-nos feliz a opção da CMC. O que nos deixa infelizes é pensar que se este diferendo estivesse a ocorrer noutra cidade, já tínhamos visto outros agentes artísticos a tomarem alguma posição para acabar com esta teimosia da CMC. A tentar interceder e ajudar a pedir esclarecimentos, pois um dia podem ser eles em questão. Carlos Encarnação já há muito que percebeu essa desunião. Escolhe tácticas arrojadas do esgrimista de florete. O florete obedece à regra da prioridade. Segundo este sistema, o atirador que pontua num assalto não é necessariamente o primeiro a atingir o adversário, mas sim o que detém a primazia. A prioridade é estabelecida segundo o princípio de parada-resposta: um atirador deve primeiro defender uma estocada (parada) antes de responder com o seu próprio toque e pontuar. Se a resposta falha com uma contra-parada, o primeiro atacante ganha a prioridade, e assim sucessivamente até um ponto válido ser obtido.

Enquanto esse ponto válido não é obtido…

 

Nota: as fotografias são sobre uma peça de teatro do GEFAC. Já esteve no Teatro da Cerca e volta a estar, em finais de Novembro.



Vereador da Cultura desrespeita Camilo Pessanha
Outubro 23, 2007, 3:06 am
Arquivado como: Camilo Pessanha, Mário Nunes

 

Há comentários que merecem um post. Este, enviado por Pedro Barreiros - Presidente da Associação Wenceslau de Moraes, é um deles. É esclarecedor o seu conteúdo. Mário Nunes, depois de acertar com associação colaborar numa exposição sobre o 140º aniversário de Camilo Pessanha, deu o dito por não dito. Este é mais um episódio que argumenta o que consideramos do vereador da cultura da CMC, pessoa sem caracter e sem palavra. Pouco Homem, portanto…



Quem será o 100º presidente da AAC?
Outubro 20, 2007, 10:42 pm
Arquivado como: AAC, André Oliveira, Joana Silva, Miguel Violante, Paulo Fernandes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A mais antiga, a maior e a mais prestigiada Associação Académica do país vai a votos já em Novembro - para eleger o presidente nº 100. Paulo Fernandes, o actual, não se recandidatará. Este mandato 2006/7 foi o mais cinzento das duas ultimas décadas, os deslizes e derrotas foram muitas. Talvez a maior, para o actual presidente, foi sobre a lei do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior onde viu Victor Hugo Salgado e Alberto Martins a fazerem-lhe o xeque-mate. Para centésimo presidente já há 2 candidaturas não oficiais. “Unidos pela Academia” é um movimento liderado por Miguel Violante e Joana Silva, que foi candidata o ano passado e perdeu para Paulo Fernandes. O outro candidato, embora ainda não oficial, é André Oliveira. Com este cenário, este ex-membro do Núcleo de Estudantes de Economia poderá vir a ser o futuro presidente da AAC. Conhece a casa, foi responsável pelo pelouro de desporto no segundo mandato de Fernando Gonçalves. Foi atleta e dirigente da Secção de Rugby da AAC.



República Trunfé-Kopos demolida
Outubro 19, 2007, 11:41 pm
Arquivado como: Trunfé-Kopos


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O antigo e carismático edifício da Real República Trunfé-Kopos foi demolido para dar lugar a um moderno prédio de habitação. Este edifício foi palco das iniciativas mais criativas e irreverentes que a vida estudantil já conheceu. Foram muitas as figuras ilustres que lá passaram. O polémico Alberto João Jardim (que, segundo dizem, nunca pagou as contas), o actor David Cruz, o Eng Rui Veríssimo, o musico Carlos Ramos, o jornalista Américo Mascarenhas, entre muitos outros. Alias, este prestigiado jornalista conimbricense, enquanto estudante, foi um dos obreiros da irreverente Radio Livre Internacional. Radio pirata que cobria um raio de 20/25 Km e era emitida das 22H as 02H. Em 1983 uma brigada dos serviços da radio-eléctricos dos CTT confiscaram o emissor. Em curso estava a aprovação de uma Lei da Rádio. Foi violado, no entanto, a tradição académica - segundo a qual, não poderia haver violação das instalações universitárias e para-universitárias sem a consulta à Reitoria. Os Repúblicos foram mostrar a sua indignação junto do Magnifico. De nada valeu, a não ser ficar para a história a marca da irreverencia coimbrã - via ondas hertzianas. Os actuais Repúblicos, que já tinham mudado em 2003, estão na Rua António José de Almeida.



Latada: cartaz oficial e definitivo
Outubro 18, 2007, 4:04 pm
Arquivado como: Cartaz Latada, DJ Bob Sinclar, Gary Nesta Pine, Love Generation, Orishas

Apreciamos o gesto e o profissionalismo de Ricardo Duarte, Coordenador Geral da Latada 2007, que nos enviou em primeiríssima mão o cartaz definitivo da Latada. Valeu a pena a espera: Orishas?!! Boa malha! Gary Nesta Pine? Brutal! O substituto de Bob Marley nos “The Wailers” e o interprete da muitas vezes cantada “Love Generation”. Musica oficial do Goleo VI/Fifa World Cup Germany 2006 e retrabalhada pelo DJ Bob Sinclar – que não vem à Latada. Já que não vem, nos mostramos como foi no Rio de Janeiro.

Saradas as confusões, o ambiente é de festa. Todos a curtir esta Latada!



TAGV ás moscas
Outubro 18, 2007, 1:15 am
Arquivado como: António Olaio, Shmoo, TAGV, bar

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O Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) é um dos equipamentos culturais, activos, mais necessários da cidade. As direcções sucessivas deste teatro têm lamentado as faltas de apoio financeiro, nomeadamente da autarquia. Os problemas no teatro sempre foram mais que muitos e agora agravaram-se com a impugnação do concurso público para a concessão do bar. Por alegadas irregularidades no processo de candidatura, a empresa que detinha a concessão resolveu escrever ao Reitor da UC informando-o e reclamando o resultado. O Magnifico remeteu para o Conselho Jurídico da UC, que ainda não se prenunciou. De referir que o bar TAGV era a grande alma do teatro. Sitio central. Ponto de encontro de estudantes, artistas e frequentadores dos espectáculos e exposições que acontecem no TAGV. Há mês e meio que este impasse dura e não se vislumbra uma decisão exequível. A empresa vencedora, proprietária do Bar Shmoo, tinha um interessante projecto para o espaço e já realizou alguns investimentos. Espera, no entanto, que seja informada da decisão final. Sem o bar aberto as exposições não têm visibilidade. Tal como a que esta actualmente, do prestigiado artista conimbricense António Olaio, intitulada “Singing the art away”. Pelo menos o balcão, do bar ausente, serviu bem para esta interessante proposta artística.

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