Eleições na AAC: Lista A – maioria absoluta

Foi esmagadora a vitória da lista A nas eleições para a Academia de Coimbra. Para o Conselho Fiscal conseguiu eleger os 5 elementos que compões este orgão. 5 a zero, portanto. Para a DG AAC, André Oliveira obteve a maioria absoluta com cerca de 66,3 %. Inscreve o seu nome como o presidente numero 100 da maior e mais prestigiada Associação de estudantes do país. A segunda grande vitória destas eleições, além da abstenção (de um universo de 20 mil estudantes, apenas 4 845 votaram), vai para os votos BRANCOS. Ultrapassam os 10 pontos percentuais? O que quererá isto dizer? O terceiro lugar vai para a Lista U, com 8%. Uma diferença de 6 votos separa a lista da FAE/BE e a Lista R de João Catarro. Este ultimo resultado poderá sofrer alterações pois faltam contabilizar 325 votos feitos por envelopes, relativos a estudantes que não constavam das listas eleitorais. Uma nova equipa está preparada para enfrentar os sempre novos desafios, Por Uma Academia de Causas.
AAC vai a votos
Novembro 27, 2007, 3:57 am
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Terça e Quarta-feira a academia vai a votos. Direcção Geral (DG), Assembleia Magna e Conselho Fiscal são os órgãos pretendidos por 4 listas candidatas. André Oliveira (Lista A) e João Catarro (Lista R) são os mais posicionados e as nossas preferencias, por motivos distintos. A Lista A possui na equipa elementos que já deram provas à AAC da sua capacidade de trabalho; Jorge Serrote, Pedro Simões (ambos comissários da ultima Queima das Fitas) e Nuno Mendonça (actual Conselho Fiscal) são alguns dos elementos chave desta equipa que luta Por uma Academia de Causas. Já os motivos pela simpatia com a Lista R são de outra índole. João Catarro veio relembrar a irreverencia coimbrã. Aquilo a que muitos chamam palhaçada, para nós é um gesto nobre de reclamar um direito à participação. Talvez sem a ambição de ganhar, mas sim na vontade de ser ouvido. A voz de quem não quer ser otário e enterrar a cabeça na areia. A maneira como o fazem já por si revela a caricatura de uma actualidade denunciada. Esta lista, oriunda de elementos da Secção de Desportos Náuticos reclama mais apoios para as Secções pois, segundo eles, são as Secções que prestigiam e elevam o bom nome da AAC. LOL…Ora, perguntamos: onde é que está a palhaçada de um grupo de estudantes querer agir e fazer passar a sua mensagem? Só pela ousadia merecem ficar à frente das 2 candidaturas de esquerda que, mais uma vez, não se soube unir para ter uma participação mais activa na AAC. Muito criticaram os “joguinhos políticos” das listas dos outros mas não souberam unir-se pela mesma causa, já que o discurso era o mesmo (ou seja Bolonha…RJIES!). JCP para um lado e FAE/BE para o outro. Esta desunião poderá ser a humilhação da esquerda na academia de Coimbra. Há elementos da JCP, preponderantes na AAC, que não alinharam nas listas. Resta André Oliveira e João Catarro para fazerem a festa da maior e mais prestigiante Associação Académica do país. Aliás, vimos ambos reunidos (coincidências…), 26 horas antes das eleições, concertando as equipas dos colegas a distribuírem pelas urnas de voto. O bom ambiente imperava e uma coisa já Catarro conseguiu, a aproximação com o talvez futuro presidente da DG para reclamar mais apoios às Secções. Já por si é suficiente para a Lista R vir a ser uma das grandes surpresas destas eleições. Uma sondagem de opinião feita, sem qualquer dados científicos/académicos, nos corredores e bar da AAC – no Rugby Clube de Coimbra – no MC Donald´s – no Académico – no Chiado e nos grelhados dão uma maioria a André Oliveira e colocam João Catarro, curiosamente, em segundo lugar. Qualquer que seja o vencedor, será sempre o centésimo presidente e será sempre Benvindo.

P.S. E as meninas da esquerda moderna fragmentada, parem com os olhares soslaios para o Kabec_Ilha pois é ele que paga a net para administrar este blog. Tem o direito a uma opinião e a uma escolha. Quando as coisas são cristalinas não há lugar para “joguinhos” políticos. Aqui ninguém ambiciona poder. Até tememos porque “O politico, desde que entronizado, fica senhor do seu pequeno mundo. Confunde o privilégio de mandar, que devia ser a modéstia de servir, com fumos de grandeza”. Torga disse e nós sinceramente não ambicionamos um “pequeno mundo”, muito menos queremos ser “senhor” dele.
Individualismo+Indiferença=Atitude Estudantil

Ora aqui está o estudo que tanto necessitávamos para perceber melhor o alheamento da participação activa estudantil. Culpa-se muitas vezes as sucessivas DG´s pela falta de participação dos colegas nas Magnas, nas manifestações, na vida associativa e até no exercer do seu direito ao voto - para escolher os órgãos directivos da AAC. Elísio Estanque dá o mote e refere as orientações subjectivas dos estudantes perante a vida e a sociedade. Não é mais que a interpretação cientifica e credível de um projecto realizado pelo CES, acerca da comunidade académica da Universidade de Coimbra, que em breve será publicado no livro “Do Associativismo á Indiferença – movimentos estudantis em Coimbra”. Este estudo, em co-autoria com Rui Bebiano, traça e identifica alguns dos contornos e atitudes que se vêm desenhando nos últimos tempos no seio universitário. Em plena campanha eleitoral era bom que os candidatos, especialmente os da esquerda moderna fragmentada (que só sabem soletrar Bolonha e RJIES), metessem os olhos neste estudo e refletissem na forma de inverter a situação e os números. Para não culpabilizarem mais o “mundo exterior”, quando o problema está diagnosticado e também reside na atitude de cada estudante. Segundo Elísio Estanque, no seu artigo de opinião no Diário de Coimbra (25/11/079, “o actual cenário parece traduzir um certo sentido de perda identitária e de crescente indiferença perante a intervenção cívica e politica no espaço público, praticas que no passado foram apanágio da juventude universitária. A adesão massiva dos estudantes aos programas das festas académicas, por exemplo, sendo massificada e de índole consumista, não é suficiente para compensar a relação volátil, instável e superficial que denotam tanto ao nível das suas vivência no quotidiano académico como na assimilação do património histórico da Universidade e do próprio movimento estudantil”. A formula está aí: Atitude Estudantil = Individualismo + Indiferença.

Campanha para a AAC

A poucos dias para as eleições, 4 candidaturas desdobram-se em fazer campanha apelando ao voto. Duas listas de esquerda: Elísio Sousa (JCP) e Manuel Afonso, atirado pela FAE (Frente de Acção Estudantil) - adepta do Bloco de Esquerda. Estas duas candidaturas não trazem nada de novo para a AAC e usam discursos amorfos e usados sobre Bolonha…RJIES…Bolonha…RJIES…Bolonha…! Ideias concretas e praticas para a AAC… “nestum com mel”. Restam 2 candidaturas de peso, a de André Oliveira que tem a equipa mais experiente e a de João Catarro. De longe a mais irreverente, esta lista R. Querem promover a Secção de Desportos Náuticos e distribuírem igualmente os lucros com todas as Secções da casa. Lutam por eles sem esquecer os colegas, portanto. Querem criar um teleférico entre o Pólo I, II e II e a Faculdade de Economia para facilitar a vida aos estudantes. Mais, este grupo de estudantes concordam inteiramente com o Processo de Bolonha porque, segundo eles, os estudantes estão mal habituados e assim é bom porque são habituados a estudar mais ao longo do semestre e não só para os exames finais. João Catarro justifica assim a motivação de tal candidatura: “A seguir ao aquecimento global, a nossa principal preocupação é a elevação da AAC a um patamar superior ao do Governo. Queremos dar força à AAC. Além disso, queremos criar uma policia académica, para protecção de todos os estudantes. E é importante dizer também que o nosso projecto será financiado pela extracção de areia no rio, daí o slogan «tirem a cabeça da areia». Neste momento o rio tem uma profundidade de meio metro na zona das docas. Isto é uma situação que nos preocupa e nos causa grande incómodo. Daqui a um ano já não conseguimos praticar remo porque o barco começa a encalhar”.
O maior lucro de sempre, segundo Paulo Valério

Paulo Valério é um jovem político em exercício que se tem destacado pela sua postura, que nos faz acreditar que os políticos jovens manifestam a vontade de mudança, e pelos seus artigos semanais de opinião no Jornal de Noticias. O braço direito do Governador Civil de Coimbra escreve sobre os lucros da Queima das Fitas 2007. Também ele, como muitos, se espanta “que não dê lucro há mais tempo – a sacralização dos resultados «palpáveis» diz muito – e mal – do vento que passa”.
António Arnaut: o percursor de Torga

António Arnaut confessou que Miguel Torga foi o grande impulsionador deste “Rio de Sombras”. Romance que atravessa duas décadas, 1968 – 1988, da politica portuguesa. Começa na Guerra Colonial e termina no incêndio de Lisboa, o remate metafórico que o autor precisava para, de uma maneira ficcional, denunciar as falsidades e o folclore dos partidos políticos. Oscilando entre algumas verdades dos factos e a ficção das personagens - narradores, esta obra remete-nos para uma grande reflexão: “será a acção politico-partidária compatível com a lisura de carácter?”. A continuação bem viva de Miguel Torga, portanto.

Os lucros da Queima da Fitas 2007

Ficará para a história o sucesso de toda a equipa organizadora da Queima das Fitas 2007. Com apresentação do relatório final, no Rugby Clube de Coimbra, foram muitos os que puderam testemunhar tal exito. A academia muito terá de agradecer a esta equipa pela nova injecção financeira na casa, permitindo assim que as Secções possam dar continuidade às suas actividades. O lucro foi de mais de 800 mil euros e deu também espaço para a solidariedade. Pela primeira vez na história da Queima das Fitas a visão social foi mais além do que uma simples recolha de alimentos ou bens. Além disso, esta organização promoveu um Baile de Gala a gerar ajudas para algumas Instituições de Coimbra. Oito dessas instituições vieram receber um cheque para o melhoramento da integração dos mais desfavorecidos. Cerca de 10 mil euros foram divididos neste gesto social. Tal como o presidente da Casa dos Pobres referenciava Miguel Torga, “Estes gestos abrem as portas das almas e não fecham a luz à coragem”. Parabéns Queima das Fitas 2007!


Loosers?

“Portugueses = Frustrated Loosers“.
Há frases que dizem tudo. Parece Mal? O que parece mal é não terem escrito em português. Pois, pelo erro “loosers” duvidamos que tenha sido um estrangeiro a escrever.
Nós traduzimos: “Portugueses: frustrados perdedores”. Ou será perdedores frustrados?
Que Reino!
Novembro 15, 2007, 6:34 am
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frágil,
reino

O Frágil não tem Reino.