2008: Vamos proibir proibir
O novo ano vai trazer lutas acrescidas. Além das dificuldades económicas já conhecidas vem aí uma lista extensa de proibições. O fumo já está a dar confusão. Na indústria hoteleira muitas vão ser as proibições. Eis algumas, bem bizarras:
- Nas esplanadas, a partir de Janeiro, é proibido beber café em chávenas de louça, ou vinho, águas, refrigerantes e cerveja em copos de vidro. Tem de ser em copos de plástico.
- Na província, um restaurante artesanal é gerido por uma família que tem, ao lado, a sua horta, donde retira produtos como alfaces, feijão verde, coentros, galinhas e ovos? Acabou. É proibido.
- Embrulhar castanhas assadas em papel de jornal? Proibido.
- Trazer da terra, na estação, cerejas e morangos? Proibido.
- Vender, no seu restaurante, produtos da sua quinta, azeite e azeitonas, alfaces e tomate, ovos e queijos, acabou. Está proibido.
- Vender bolos, empadas, rissóis, merendas e croquetes caseiros é proibido. Só industriais.
- Nas prateleiras, diante das garrafas de Coca-Cola e de vinho tinto tem de haver etiquetas a dizer Coca-Cola e vinho tinto.
- Na cozinha, tem de haver uma faca de cor diferente para cada género.
- Não pode haver cruzamento de circuitos e de géneros: não se pode cortar cebola na mesma mesa em que se fazem tostas mistas.
- Cada vez que se corta uma fatia de fiambre ou de queijo para uma sanduíche, tem de se colar uma etiqueta e inscrever a data e a hora dessa operação.
- Flores naturais nas mesas ou no balcão? Proibido. Têm de ser de plástico, papel ou tecido.
- Torneiras de abrir e fechar à mão, como sempre se fizeram? Proibido. As torneiras nas cozinhas devem ser de abrir ao pé, ao cotovelo ou com célula fotoeléctrica.
- As temperaturas do ambiente, no café, têm de ser medidas duas vezes por dia e devidamente registadas.
Parece gozo. Mas não é. São medidas europeias apadrinhadas por Manuel Pinho, Ministro da Economia e da Inovação. Dizem que é para proteger a nossa saúde e modernizar a economia. COMO? Até quando o português vai continuar a levar no lombo? Nós por aqui não vamos parar. Vamos continuar a fazer aquilo a que temos direito, denunciarmos e dizermos aquilo que queremos. Sem medos, nem cobardias. Os que não agem são coniventes e responsáveis pelos governantes continuarem a espezinhar o povo. Em 2008 LUTEM, POR FAVOR!
1 desejo para 2008
Estes finais de ano já são rotineiros. Sempre os mesmos desejos e a vontade de um futuro mais próspero. Nós quando estivermos a ingerir as 12 passas (LOL) vamos pedir um grande desejo: que as mãos do presidente da CMC, Carlos Encarnação, façam desaparecer o vereador da cultura – Mário Nunes. Se o PSD quiser lutar nas próximas eleições autárquicas terá de se livrar deste inútil vereador, o quanto antes.
Aproveite e jogue o novo jogo Mário Nunes. Divirta-se…
PSD - para a rua, já!
Dezembro 29, 2007, 4:45 am
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PSD,
sede
O PSD de Coimbra poderá ficar sem a sua sede, na Rua dos Combatentes. A proprietária do imóvel, Maria José Correia, não quer renovar o contrato de arrendamento que termina no último dia do ano. «Morro sem ter o prazer de entrar nela como sendo minha. Que tristeza possuir um bem que os outros põem e dispõem a seu bel-prazer e não a entregam aos seus legítimos proprietários». São as palavras da dona do imóvel sede do PSD em Coimbra.
Os comentários das prendas
Estão ao rubro os comentários sobre “As prendas da AAC” e a incapacidade de trabalho da TV AAC. São muitas as críticas que se parecem cruzar entre Secções, com Organismos Autónomos à mistura. Há um nítido mau ambiente devido aos espaços de trabalho, e a falta deles, no edifício da maior e mais prestigiada associação de estudantes do país. Há Secções sem sala, há Secções que organizam grandes eventos em minúsculas salas, há Secções que têm sala e nada fazem por dar visibilidade a outras Secções quando detém os meios para o fazer (ver comentário de JC), a sala do Conselho de Veteranos é minúscula e a sala onde se organiza a Queima das Fitas é pequeníssima para a grandeza que o evento tem. O aproveitamento do Edifício da AAC é um paradoxo. Há quem acuse as Secções Desportivas de terem salas no edifício quando “habitam” no estádio. Julgamos importante estas Secções estarem no edifício. São elas que, em boa parte, elevam o nome da AAC. São fazedoras de campeões (europeus, mundiais e olímpicos) e, em termos de modalidades, faz da AAC a mais ecléctica da Europa. Há um imenso espólio de importantes troféus que não podem sair do edifício à toa. Tem de ser urgentemente repensado todo o aproveitamento físico do edifício. Com dialogo e flexibilidade de todas as partes. Tudo em nome, claro está, do prestígio da AAC.
A prenda do vereador
Depois de um dia de pantufinhas natalícias todo conimbricense pode ler, logo na 1ª página, no Diário de Coimbra (DC) a prenda que António Augusto Barros ofereceu a Mário Nunes. “Este vereador é anticultura”, é a manchete do DC dita, na primeira pessoa, pelo director da companhia de teatro A Escola da Noite. Na passagem pelos 15 anos da companhia, António Augusto Barros, mete a mão na ferida e acusa a falta de educação artística logo desde cedo. Uma curiosa analise geral do (não) estado da cultura, logo nas paginas 2 e 3 do DC. As mais importantes de qualquer jornal, portanto. O director da Escola da Noite acusa o vereador da cultura, Mário Nunes, de caçar votos nos ranchos e nas banda filarmónicas. Estas duras criticas à autarquia fazem imperar a atitude de um estado que anda ás voltas com o fantasma do fascismo, a represália. Por não se vergar aos senhores feudais da Praça 8 Maio (e Rua Pedro Monteiro), a Escola da Noite também não vai para o Teatro da Cerca. É o país que temos. É a cidade que merecemos?
Da nossa parte, Força Barros!
X-MAS TIME
Dezembro 24, 2007, 5:08 pm
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Natal
As prendas da AAC
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A Direcção Geral (DG) da AAC tem sido muito generosa nesta época natalícia. Depois das obras de melhoramentos essenciais ao Edifício, eis a recente e espectacular sala equipada pela Portal Universia. Uma bem equipada sala de formação com internet a bombar a uma velocidade estonteante. Mas, o maior presente foi “dado” á TV AAC – pelos seus 4 aninhos de existência; o tão esperado, e desejado, circuito interno de televisão. A DG investiu e executou esta ideia, que já vem de trás. Faz sensivelmente 3 anos que uma empresa de comunicação quis oferecer à AAC este circuito, bem como se disponibilizava a equipar com monitores todo o universo académico (AAC, cantinas e faculdades), A DG da época reenviou a proposta para a TV AAC e esta demorou, demorou, demorou a responder. O suficiente para os interessados terem desistido. Agora, esta DG gastou 19 mil euros para ver em pé este necessário projecto.
Pérolas a porcos? Ou Deus dá nozes a quem não tem dentes? A TV AAC é quem controla este circuito interno. Quanto a nós, mal. Muito mal. Para já, o que está a ser emitido é tudo menos televisão. Entende-se televisão - conteúdo, de informação e/ou entretenimento, com som e imagem. Ora, a TV da AAC NÃO É ASSIM. Passa imagem, som não. Emitem apenas uns clips promocionais de (algumas) Secções da casa, sem som. Uáu…!!! Será isto TV? Ou multimédia? Para isto, não era necessário tanto investimento. Investimento esse saído dos cofres da AAC. Dos lucros da Latada e Festas Académicas que, curiosamente, o presidente da TV AAC - Ricardo Matos, tanto rejeita. Os clips promocionais, sem som, referem-se só a algumas (pouquíssimas Secções). Passam ao ritmo de uma para quarto. Ou seja, passa uma Secção e 4 vezes a TV AAC. Em loop, interminavelmente. É de loucos. Isto não é TV! Espera esta Secção, que “tutela” o circuito, que sejam as outras Secções a fazerem os videoclips para poderem passar? Ou será preciso pagar o trabalho? Como fazem algumas Secções (que se cobram pela “prestação de serviços”). E quem vai gerir a publicidade que passará no dito circuito? Entrará nos cofres da AAC (para ser dividido pelas outras Secções), ou rever-te a favor da TV AAC? São perguntas que têm de ter respostas. Até porque, neste momento o ambiente entre Secções não é muito a favor a solidariedades e de partilhas. “Dividir para Reinar”, diz a musica. Mas a AAC não dança a esse ritmo. Cada vez mais a disputa e concorrência entre Secções é maior. Felizmente que há significativas excepções. É mais que óbvio que esta Secção, TV AAC, não tem estrutura para dar boa e regular utilidade ao referido circuito interno de televisão. Nem para as suas actividades têm gente suficiente. Um dos testemunhos é o “desesperado” mail lançado para terem gente na emissão do seu dia de aninhos. Pediam 1 realizador, 1 editor, 4 câmaras, 2 jornalistas, 1 insersor de oráculos, 1 técnico de som, 1 técnico de vídeo, 1 controlador de sinal, 1 operador VT e rematavam assim: “Mesmo que não tenham nenhuma experiência neste tipo de funções, são todas (ou quase) tarefas relativamente simples e que não exigem grande preparação técnica”. Grande profissionalismo, esta TV AAC.
É assim que os cala?
Como já repararam por vezes ficamos num breve “silêncio”, não é fácil acalmar a cólera diária do “Kabec_Ilha”, mas é propositado. Serve apenas para termos algum impacto do que publicamos. Este resultou, tal como tantos outros. Logo após termos postado sobre as faltas de condições do Museu dos Transportes e frio que se faz sentir na peça “o círculo de giz caucasiano”, eis que o vereador sem palavra - Mário Nunes – vem “aquecer” o assunto. Fala de tudo, ou quase tudo, menos do importante. É assim que a CMC cala os agentes artísticos da cidade? É a dar-lhes mais dinheiro e palavras em “tribunas” opinativas? Se assim é, Coimbra tem o Teatro da Cerca que merece.
A nós é que ninguém nos cala, nem quando fazemos breves “silêncios”.
Brecht ao frio. Melhor, ao gelo.

Está em cena, no Museu dos Transportes (MT), a mais ousada e espectacular produção teatral deste 2007. Chama-se “O Círculo de Giz Caucasiano”, pel´O Teatrão e encenado por Marco António Rodrigues. Tudo perfeito se não fosse a temperatura ambiente do Museu dos Transportes. Frio. Muito frio. Melhor, gelado. O Teatrão teve de pedir cobertores emprestados ao exercito para aquecer os seus espectadores. O aquecimento a gás é insuficiente para tornar o MT um espaço habitável para a criação e representação teatral. Esta companhia continua a fazer o seu trabalho em condições miseráveis e pouco dignas para uma companhia profissional; uma pequena sala de administração e outra de ensaio na grande Oficina Municipal de Teatro (OMT) e mostra as suas peças no MT. O MT foi adaptado para servir apenas a Coimbra-Capital Nacional da Cultura 2003 e disponibilizado ao Teatrão, enquanto a CMC não resolve o problema cancerígeno que tem com a Escola da Noite. O protocolarmente combinado foi; a Escola da Noite passar para o Teatro da Cerca e o Teatrão ocupar o MT para, definitivamente, ter condições para içar a sua programação diversa e variada dentro da area teatral.
Enquanto o diferendo não se resolve a grande prejudicada não é só a Escola da Noite. É, com toda a certeza, o Teatrão também.
Começa a cheirar mal ver a CMC a ceder o Teatro da Cerca a companhias não profissionais; GEFAC, Associação Arte à Parte, etc. (com o respeito que nos merecem) e não dar as condições dignas ao teatro profissional conimbricense. Afinal, não foi esse o propósito que usaram o dinheiro dos contribuintes?
Quem perde também com tudo isto são os espectadores, interessados em teatro, pois não lhes são dadas as melhores condições - nem o mínimo conforto.
Seria bom que Carlos Encarnação, e o seu inútil homem sombra – Mário Nunes, resolvessem de uma vez por todas o caso Teatro da Cerca.
