Denúncia Coimbrã


Instituto da Habitação sem verbas
Janeiro 31, 2008, 5:26 am
Arquivado como: Gouveia Monteiro, IHRU, INH, habitação

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O Vereador da Habitação, Gouveia Monteiro, anda preocupadissimo. Por dificuldades financeiras o Instituto da Habitação (ex-INH e agora IHRU) não vai cumprir com a transferência de verbas acordadas com a CMC. Muitas obras esperam “injecção de capital” vinda do estado. Entretanto muitas famílias esperam por habitação digna.



Fomos analisados pela Revista Exame Informática
Janeiro 30, 2008, 5:28 am
Arquivado como: Blog, DENÚNCIA ANIMAL, Denúncia Coimbrã, Exame Informática

 

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A prestigiada revista Exame Informática analisou o nosso blogue, na rubrica Selecção Nacional.

Para manter: “A ideia de criar um espaço privilegiado para comentar e acompanhar as noticias coimbrãs. A grande diversidade de temas e tópicos abordados. As imagens associadas a quase todos os posts”.

Para corrigir: “Ausência de vídeos e de musica. A interface um pouco monótona”. Para isso já demos um toque no visual. Se nos fartarmos voltamos ao inicial. A blogosfera é assim, exige diversidade, movimento e som. Dos milhares de blogs existentes, termos tido tal referencia deixa-nos com uma motivação acrescida.

Outras Denúncias

 

A imagem “http://denuncianimal.files.wordpress.com/2008/01/kubrick2.jpg?w=414&h=112” contém erros e não pode ser exibida.
Ao fazermos uma pesquisa em blogs, pela palavra denúncia, fomos descobrir um espectacular e simpático sitio chamado DENÚNCIA ANIMAL. É recente, bem cuidado visualmente e interventivo no bem estar animal. “Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação à natureza e aos animais.” São as palavras de Victor Hugo que norteiam este espaço virtual. Estão preocupados com as tradições carnavalescas de Campia – Vouzela e incentivam a acção, verificar no terreno se o primitivismo da tradição se realiza.



Ainda não foi desta.

Depois de uma reunião entre Carlos Encarnação e a companhia teatral A Escola da Noite, o Teatro da Cerca de S. Bernardo continua na incerteza do costume. O presidente da CMC vai redigir outro protocolo de cedência do espaço, no prazo de 2 semanas. Entretanto foram acertadas as contas com a companhia e respectivas datas de pagamento. Mais uma vez a CMC cala com dinheiro?



No te Rindas
Janeiro 29, 2008, 6:19 am
Arquivado como: No te Rindas, Sin Dios, Uncategorized

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Sin Dios_No te Rindas

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Assinaram sem ler?
Janeiro 28, 2008, 4:04 am
Arquivado como: Carlos Encarnação, Os Amigos da Cultura, texto

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O presidente Carlos Encarnação ultrapassou todos os limites ao ofender um numero, cada vez maior, de cidadãos que subscreveu o texto dos “ Amigos da Cultura”. Aos microfones da Radio Clube Português (98.4) Carlos Encarnação acusou os subscritores de terem assinado o texto sem o ter lido. É grave, muito grave sr presidente. Esta atitude de fuga para a frente vai endurecer, ainda mais, a critica feroz ao desprezo que a CMC tem pela cultura em Coimbra.



A música e o silêncio
Janeiro 27, 2008, 8:57 pm
Arquivado como: Filarmónicas, Mário Nunes, Paulo Eno, Penela, música, silêncio, África

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Mário Nunes
O vereador da Cultura anda às voltas com a musica. Depois do insucesso do Prémio Edmundo de Bettencourt, Mário Nunes vira-se para as Filarmónicas. Em especial, a do Espinhal. Diz este cérebro que: “São 125 anos a honrar o concelho, e não 125 dias” e até dá indicações ao Presidente da C. M. de Penela. Mário Nunes sugere (quase obriga) que o “Senhor Presidente do Município de Penela tenha preparado o Galardão de Mérito Cultural, que está com anos de atraso, e o entregue, em sessão solene, a realizar com a grandeza e a dignidade que devem tributar-se a uma filarmónica que tem cento e vinte cinco anos de vida”.

Paulo Eno

Enquanto Mário Nunes está numa de som, Paulo Eno difunde nos 7 mares a arte do silêncio como forma de intervenção e protesto. Este performer Conimbricense é um dos funcionários da CMC com mais curriculum académico, mas Mário Nunes atirou-o para trabalhos mais insignificantes com o intuito de o afastar da Casa Municipal da Cultura. Paulo Eno revolta-se com o silêncio bem longe, lá para os lados de África.



Os amigos da Cultura de Coimbra
Janeiro 27, 2008, 1:44 am
Arquivado como: amigos, coimbra, cultura

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Já ultrapassa os 500, o número de subscritores do texto “Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura!”. Depois de 60 pessoas terem assinado, em 2005, o “ Saneamento básico da cultura” – texto que criticava as linhas orientadoras da CMC para a cultura. Desde essa data, só piorou o cenário. A lista de subscritores aumentou, é certo. Mas, será que algo mudará? Subscrever este género de missivas são saudáveis e úteis, também o fizemos, mas tememos que seja insuficiente para derrubar a teimosia de Carlos Encarnação e a estupidez de Mário Nunes. Julgamos que acções directas são mais funcionais e têm muito mais visibilidade para “encostar” o inimigo. Sugerimos um grande evento, pluridisciplinar no seu conteúdo e forma, que verse esta temática: Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura! Rastrear o problema, testemunhá-lo e apresentar soluções pode muito bem serem materializadas em acções criativas. Porque não? Ou ficamos pelas palavras?



André Oliveira, Presidente da AAC
Janeiro 25, 2008, 4:50 am
Arquivado como: André Oliveira, Paulo Fernandes, tomada de posse

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André Oliveira sucede Paulo Fernandes na liderança da maior e mais prestigiada associação de estudantes do país. Depois de um discurso emotivo, Paulo Fernandes evocou as melhorias físicas do edifício sede da AAC e enalteceu a certificação 9000:2001. Sendo a primeira associação de estudantes do país a possuir tal certificado de qualidade.

André Oliveira herdou um relatório de contas polémico, que gerou “inquietações” na ultima Magna – vésperas da tomada de posse da nova DG. Tal como as contas, o novo presidente herda também algum mau ambiente vivido na academia. Prova disso foi o facto de a Secção de Jornalismo (SJ) ter acusado a DG cessante do não pagamento de um suplemento feito na Latada, pelo Jornal a Cabra. Reclamou a SJ/A Cabra, em plena Magna, a divida de quinhentos e poucos euros do suplemento editado. Caiu mal junto de muitos colegas e outras Secções, este “acerto de contas” da Cabra. O desagrado é geral quanto ao “período editorial” que este jornal universitário atravessa, ou seja: silencia a academia de Coimbra. Melhor ainda, não informa o trabalho feito pelas outras Secções e Organismos Autónomos. Se pegarmos nas ultimas (bem muitas) edições deste jornal, pago pela AAC, verificamos que a totalidade do conteúdo é idêntico aos outros jornais existentes. Sobre AAC, …nada! Ou, muito pouco. Não concordamos que um jornal sirva para propaganda, tal como não podíamos concordar que um orgão de informação silencie o trabalho dos outros - que lhes passa debaixo do nariz. Que género de poder pensam ter meros estudantes “feitos” jornalistas? Aliás, salvo a RUC (sempre no AR!), em termos de “órgãos de informação” está a academia de Coimbra muito mal. A TV AAC foi a grande ausente na tomada de posse do novo presidente. Não será digno de registo televisivo esta tradicional cerimónia? Sinceramente…

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Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura!
Janeiro 22, 2008, 11:27 pm
Arquivado como: cultura

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Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura!
É um texto subscrito por muitos agentes culturais da cidade.
Chegou o momento de tornar pública a posição em relação a politica cultural da CMC. Amanhã, 23 de Janeiro, pelas 11:00h, realizar-se-á no Café-Teatro do TAGV uma conferência de imprensa com intervenções de Manuel Portela, José Reis e João Maria André. + info



A co-incineração não passou a co-incineração não passará
Janeiro 21, 2008, 8:30 pm
Arquivado como: Cimpor, Santiago do Cacém, Secil, Sines, Vitor Ramalho, co-incineração

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Mal os tribunais deram luz verde à co-incineração, já os negócios começam a prosperar. A.M. Mesquita, o consórcio Indaver Portugal/Lena Ambiente e a Tomás de Oliveira - foram excluídos do concurso por não terem apresentado a licença para a unidade de preparação dos resíduos. O único que cumpriu as exigências do caderno de encargos foi o consórcio que incluía as cimenteiras da Secil e Cimpor. Esta opção, que já mereceu fortes críticas de três dos quatro concorrentes excluídos, bem como das autarquias locais de Sines e de Santiago do Cacém. Quando o lobo guarda as ovelhas o rebanho começa diminuir. Alguém vai ganhar muito dinheiro com os lixos tóxicos. Os portugueses e sobretudo as populações vizinhas das cimenteiras vão ganhar em doenças e mal-estar. Na Secil do Outão, e se for usada a disponibilidade máxima (50 a 60 mil toneladas por ano de resíduos industriais perigosos), o ganho anual varia entre três e quatro milhões de euros. Mais do que o valor cobrado pela queima de resíduos, que pode oscilar entre 10 e 20 euros por tonelada, o lucro resulta da poupança em combustível, que é tanto maior quanto mais caro é o petróleo. No Outão, os resíduos industriais - principalmente lamas oleosas com alto poder calorífico - podem representar até 40% do combustível total (petcok ou carvão) usado num ano, ou seja, uma poupança de 40% numa factura de energia térmica que foi de 10 milhões de euros em 2007. Este ganho representa 7% do lucro consolidado da Secil em 2006, mas o “lucro” varia muito em função do preço cobrado pela cimenteira, do tipo de resíduo, do combustível usado - supera cinco milhões de euros se for o carvão - e das alternativas concorrentes. Estes são os números do negócio que dita as regras de todo o processo. A co-incineração de resíduos tóxicos nas cimenteiras é «um negócio» para estas empresas e um processo politicamente inaceitável e pouco sério. De acordo com os actuais conhecimentos científicos, a emissão de dioxinas, furanos, metais pesados, partículas e outros compostos tóxicos, mesmo em quantidades mínimas, constituem factores de risco muito importantes. Esta perigosidade deve-se à «elevada toxicidade, à tendência bio-acumulativa e à dificuldade e/ou impossibilidade de biodegradação natural» dos produtos libertados. As doenças susceptíveis de surgir devido à libertação dos produtos nocivos vão desde o cancro às perturbações comportamentais, passando pela infertilidade e agravamento de situações patológicas já existentes na comunidade. Um quadro tanto mais negro quanto se está a lidar com entidades com bem poucas preocupações ambientais, a Secil e a Cimpor não têm sido empresas idónias e respeitadoras das populações e da defesa do meio ambiente. Esta insistência na co-incineração inviabiliza regeneração e reciclagem de resíduos, e não estimula as indústrias a reduzirem a produção de RIP’s, promovendo tecnologias de substituição, medidas que, no seu conjunto, poderão reduzir a mais de metade os lixos a submeter a outras formas de valorização, nomeadamente tratamento térmico e eventual co-incineração como última solução. Este é o caminho que é correcto defender. Mas este governo, nos lixos como na habitação, na sociedade como no território, mais não faz do que estar ao serviço da globalização, e da geoestratégia das grandes multinacionais, sem querer responder aos interesses públicos. O antigo processo civilizacional urbano industrial, que a humanidade construiu sobretudo a partir do séc. XIX, tem a ver com uma cosmovisão maquinista do mundo e uma lógica linear que preside a esse ponto de vista. No final do séc. XX, a cosmovisão foi-se alterando. O esgotamento dos bens naturais e das energias fósseis, o uso de materiais não recicláveis e tóxicos, revelou o carácter auto destrutivo deste paradigma.

Uma nova cosmovisão ecosistémica e uma ecotécnica, permitem encontrar fundamentos alternativos para este “modelo” esgotável, esgotante e esgotado.

Reduzir os resíduos, reutilizar objectos produzidos, reciclar e utilizar energias renováveis, possibilitam repensar o processo produtivo e encarar um desenvolvimento ecologicamente sustentado e valorizando a associação e a cooperação entre produtores, consumidores.

Vitor Ramalho