Denúncia Coimbrã


Take ctrl
Fevereiro 29, 2008, 4:40 am
Arquivado como: The Clash


Intimação judicial ao Ministério do Ambiente
Fevereiro 27, 2008, 2:49 am
Arquivado como: Carlos Encarnação, Ministério do Ambiente, Souselas

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Quase sempre alvo de críticas, ainda mais porque faz “cover” ao pior vereador da cultura do mundo, também o elegemos um dos políticos mais hirtos da nossa praça – implacável com “faltas de confiança politicas” e porque, quase sempre, utiliza a táctica dos exímios esgrimistas.
Mas, desta vez estamos do seu lado. Juntos contra a co-incineração. Carlos Encarnação já mostrou não baixar os braços e deu ordens ao advogado para intimar judicialmente o Ministério do Ambiente. Em causa está a possível conivência desta instituição estatal com tudo o que se está a passar em Souselas.



Videovigilados
Fevereiro 26, 2008, 4:51 am
Arquivado como: Serafim Duarte, câmaras, vigilância

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A zona histórica da Baixa de Coimbra vai ser vigilada por 17 câmaras. Deverão estar ligadas ao comando distrital da PSP. Para Carlos Encarnação é boa ideia, o restante executivo camarário não foi tido nem achado no assunto. Gouveia Monteiro, vereador do pelouro da habitação, considera que é uma forma de “estigmatizar as zonas”.

Sugerimos o texto de Serafim Duarte no site distrital do Bloco de Esquerda. Do BE ou outro qualquer, o que interessa é o conteúdo da mensagem.

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Souselas já Queima
Fevereiro 23, 2008, 2:06 am
Arquivado como: Cimpor, Souselas, co-incineração

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A Cimpor em Souselas já começou a queimar resíduos industriais sólidos. Sem aviso prévio, nem qualquer informação à população, a Cimpor começou a co-incinerar. Ninguém sabe desde quando, nem as quantidades que estão a ser queimadas, o certo é que a fábrica de cimento já confirmou que os fornos da cimenteira já queimam os resíduos industriais perigosos.

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Sobre o assunto Vitor Ramalho contribui:

SE A CO-INCINERAÇÃO FOSSE BOA FAZIAM-NA EM LISBOA

Se a co-incineração fosse boa faziam-na em Lisboa, esta frase está escrita numa parede em Souselas e é basilar no que respeita ao assunto. Se o governo estivesse certo daquilo que defende não hesitaria em fazer a queima em Alhandra. No entanto foge dessa medida politica como o diabo da cruz. O atrevimento teria custos políticos muito maiores, uma coisa é enfrentar meia dúzia de eleitores, outra é meter-se com o poderoso eleitorado lisboeta.

Os efeitos nefastos da co-incineração vão fazer-se sentir em primeiro lugar em Souselas e no Outão, como os votos de Souselas são muito poucos para alterar alguma coisa e no Outão e por enquanto as pedras ainda não votam, o governo só teve coragem de jogar a cartada nestes sítios.

No entanto é preciso reafirmar que pouco a pouco a contaminação do ar dos solos e do cimento vai começar a fazer-se sentir. Em primeiro lugar nas populações vizinhas como é caso de Coimbra, depois em tudo o que comemos proveniente de campos de cultivo próximos e em ultima analise os nos cimentos utilizados na construção, que contaminados não deixaram infelizmente de prejudicar a saúde dos moradores e muito mais a saúde de quem os vai manusear. Cabe também aos sindicatos do sector um papel activo nesta luta em nome da segurança e higiene no trabalho.

As empresas cimenteiras agem em todo este processo como vencedoras, certas da cobertura e apoio do governo. Assim iniciam a queima em Souselas sem passar cavaco à Junta e à Câmara, violam até uma postura municipal que proíbe a passagem de resíduos perigosos pelas artérias da autarquia, mais devassam um cemitério sem a devida autorização, sabe-se lá para quê, como revelou hoje o Presidente da Junta de Souselas. Será que não estão cientes daquilo que defendem e precisam de “incomodar” os mortos para os seus “estudos de monitorização”, ou pretendiam esconder alguma coisa?

Importa também trazer a lume as palavras do responsável do Partido “socialista” no distrito, que vergonhosamente classifica a luta que travamos como folclore político. Ele gostaria certamente que os que estão nesta luta vissem a co-incineração por um canudo ou por um parque. Vale certamente mais estar ao lado do povo que do capital pelo que continuaremos nesta dança, enquanto outros ficam parados por clientelismo político ou por oportunismo. Esperemos que o povo aprenda a lição e comece só a dançar com quem o merece.

Encontraremos certamente formas de contestar a co-incineração, nas ruas nos tribunais o governo e as cimenteiras vão ter-nos à perna.



A montanha pariu um rato.
Fevereiro 21, 2008, 1:55 am
Arquivado como: Politica, arte, cidade, luta

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“Baba de rato”. É com esta expressão, meio “neo-underground” (se quiserem), que resumimos o debate “Cidade: Arte e Politica” promovido pelos “Amigos da Cultura”. Muitas foram as expectativas criadas em torno deste encontro. Esperava-se algo objectivo e visível mas mais parecia uma aula em torno de conceitos: cidade-arte-cultura-politica-cidade-cultura-cidade-arte. Muito pouco sobre a cidade de Coimbra. Com as ausências de Pedro Pita e Manuel Maria Carrilho, o encontro perdeu logo interesse no inicio. Quando o debate se tornou público, poucos foram os intervenientes e nada trouxeram de novo. Só Isabel Craveiro, do Teatrão, desafiou todos a juntarem-se, reflectirem e elaborarem medidas concretas a tomar. Entretanto o debate acabou porque era hora de jantar. Ou seja: criticas concretas, rastreios planificados e acções directas…nada. Muita parra, pouca uva.

Julgamos que estas formas de luta estão esgotadas, são cansativas e não produzem nada que resolva o problema. No entanto, consideramos a sua importância e intenção - embora desadequadas aos novos tempos. Sugerimos lutas directas usando a criatividade e a irreverência. Propomos um mega evento, pluridisciplinar, em que cada agente artístico produza algo que espelhe o desagrado. Que metam a criação como uma forma de luta. Para o enxovalho (tipo teatro revista, como alguem defendeu que devia haver em Coimbra) ou para a solução mais vanguardista, julgamos que a cidade tem criatividade suficiente para o fazer. Se o fazem fora, também o poderão fazer dentro. Se vão ver fora, também devem ir aos que fazem dentro. Mais facilmente sabemos que Coimbra despreza Coimbra, do que a existência da dicotomia entre a  Babilónia e Jerusalém. Com todo o respeito pelo conhecimento aqui, e agora, não devia ser chamado. Pois é esse mesmo conhecimento que, muitas vezes, atropela e esmaga a cidade.

Sugerimos aos artistas da cidade que adiem os planos de actividades e se centralizem numa luta intensa na procura de novos dias. Na intencionalidade da arte/politica ou politica/arte, preferimos Arte = Luta. Luta = Arte.

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Comité Resistência Verde
Fevereiro 20, 2008, 2:36 am
Arquivado como: Comité Resistência Verde, RESÍDUOS PERIGOSOS, co-incineração

comitealfgif-copy.jpgChama-se Comité Resistência Verde e destina-se a apoiar toda e qualquer forma de luta legal que vise temas ecológicos. Prometem acção e vão realizar já em Coimbra/Souselas (27 de Fevereiro pelas 21 horas) e em Setúbal (29 de Fevereiro às 21) sessões de esclarecimento com vista à divulgação das razões para a criação de uma FRENTE UNITÁRIA CONTRA A CO-INCINERAÇÃO DE RESÍDUOS PERIGOSOS.
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Pela cultura Coimbrã
Fevereiro 18, 2008, 3:49 pm
Arquivado como: TAGV, coimbra, cultura, debate

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É já na próxima quarta-feira, pelas 17 H no TAGV, que o texto “Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura” vai materializar-se numa mesa redonda com ilustres convidados. Embora seja um debate público, esperamos sinceramente que os agentes culturais da cidade possam intervir e que deste encontro saiam medidas para inverter toda a situação existente.



X Semana Cultural
Fevereiro 16, 2008, 1:12 am
Arquivado como: CCB, Giacomo Scalisi, Madalena Vitorino, X Semana Cultural

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Foi apresentada, ontem em conferência de imprensa, a X Semana Cultural da Reitoria da Universidade de Coimbra.
O formato desta edição já está a criar celeuma. O crítico Pereira Morgado escreve sobre o evento e assume a inteira responsabilidade pelo post.

 

Lx e Paris
A Semana Cultural que vem de lá de Lisboa, e até da França. No início de Março, mais precisamente do dia 1 ao dia 8, decorrerá como já é hábito a Semana Cultural da Universidade de Coimbra. Parece que o novel pró-reitor quis alterar um pouco a fisionomia do acontecimento e resolveu moldá-lo de outra forma. O traço mais vincado dessa mudança foi o de convidar/designar Giacomo Scalisi e Madalena Vitorino para conceber todo o evento, pelo menos no respeitante às denominadas “artes performativas”. Este gesto do pró-reitor deixa-nos várias hipóteses em consideração; ou não se sentiu a pessoa mais indicada para o fazer, ou pensou que a senhora Madalena Vitorino e o senhor Scalisi o poderiam fazer melhor, ou outras ainda, que não seremos capazes de descortinar sem a ajuda do próprio. Esta escolha, por si feita, poderá levantar algumas questões de ordem prática; qual o conhecimento que Madalena Vitorino e do senhor Scalisi tem da cidade, da universidade e da academia? E dessa forma qual a sua futura relação com o que a semana cultural pode dar a partir do seu âmago, seja através dos grupos da cidade, das secções ou dos organismos autónomos da academia? Não valeria a pena entrar muito por aí, não fosse o caso de ter saído para domínio público, faz já algum tempo, a programação das artes performativas da Semana Cultural. E é nesse preciso momento que todas as suspeitas da má opção do pró-reitor ganharam corpo. O que temos de mais relevante nesta programação é a simples aquisição de espectáculos já concebidos noutros contextos, que dispensam a participação activa da comunidade artística local (apesar de tudo isto ser mascarado com participações fugazes de pessoas interessadas em fazer figuração), e que em nada fazem crescer os grupos ou criadores já existentes em Coimbra. Sendo um pouco mais incisivo, posso mesmo dizer que esta atitude do pró-reitor, desde o convite a Madalena Vitorino até à aprovação do programa, foi o maior atestado de incompetência passado aos grupos e aos criadores locais nos últimos tempos. Temos uma Semana Cultural que é só “de fora para dentro” e que de certa forma até marginaliza os artistas e criadores da cidade, quando não lhes permite (ou muito pouco) mostrar o seu trabalho, quando se sente que os workshops que estes grupos vão dar só têm a função de “cala povo”, e quando não houve uma consulta para a averiguação da pertinência dos mesmos nem se sabe sobre o que tratam. São, no fundo, uma dicotomia entre oferecido/impingido que apenas possibilitam às pessoas menos informadas estar perto dos artistas vindos de longe, que fascínio! Se iria haver formação seria profícuo sondar os interessados (grupos da academia e agentes culturais da cidade) sobre o que gostariam de experimentar ou consolidar. É como no “outro ensino”, o aluno é sempre o último a ser ouvido, como se não tivesse capacidade para escolher o melhor para si. E agora desculpem-me a sinceridade, é óbvio que estes workshops não vão ter pertinência nenhuma. É tão óbvio para o que servem que confio na inteligência de quem lê e não falo mais sobre eles.

Mas gostaria de passar para um outro ponto que me incomoda um pouco mais, que são as escolhas do senhor Scalisi e da senhora Madalena Vitorino, vou mostrá-las mais detalhadamente: espectáculo “Lembranças” de Madalena Vitorino (que desempenha entre outras funções a assessoria para a área de pedagogia e animação na Fundação CCB); espectáculo “Caruma” de Madalena Vitorino, espectáculo “Os Vivos” pelo grupo de teatro O Bando, com encenação de João Brites, que já encenou um outro espectáculo de Madalena Vitorino, “Heureuses Lueurs” – exposição de máquinas de poesia e luz, de Flop Lefebvre,que já esteve no CCB e “Auprés de ma blonde” (fanfarra de 4 músicos) que obviamente, já passaram pelo CCB . Afinal parece a nossa semana cultural é uma visita de estudo ao CCB, com espectáculos da Madalena Vitorino e amigos, e nós, nós somos os comedores de restos do CCB e da Madalena…Vitorino! Convém frisar que os workshops atrás mencionados são dados, claro está, por elementos destes grupos e por Madalena Vitorino!

Agora pergunto, não é demasiado escandaloso que um programador faça uso da sua função para “colocar” espectáculos seus, não é demasiado escandaloso que num país tão pequeno tenhamos que levar com repetições de coisas que já se passaram há séculos em Lisboa. As pessoas hoje em dia já se deslocam, e se quiserem ir ver um espectáculo da Madalena Vitorino com certeza se deslocarão para esse fim. Não é um bocado ridículo que o espectáculo do Bando se instale por cá quando ainda neste último Verão ele estreou aqui tão perto, em Montemor-o-Velho, no Citemor, um festival que como se sabe tem imenso público de Coimbra. Eu estive lá e vi muita gente de Coimbra, e vi o Bando, e até tenho alguma pena de ter visto, e mais não digo. A única coisa que fica a faltar é um espectáculo do senhor Scalisi.
No ano de 2008 houve outro corte orçamental na Cultura em Coimbra, o orçamento aprovado para este ano é 80% inferior ao que existia em 2004.

Agora pergunto-lhe senhor pró-reitor, não teria sido uma óptima oportunidade para apoiar os grupos da cidade e assim estabelecer laços com a comunidade que só poderiam trazer vantagens futuras para a dinâmica cultural na cidade? Não teria sido uma vantagem ter um programador que conhecesse realmente bem a cidade e procurasse criar reais mais -valias entre os grupos locais e alguns grupos que viessem de fora e destes para a comunidade.

Foi um erro senhor pró-reitor, e mais do que isso, foi uma atitude provinciana (essa do “lá de fora é que é bom”) e foi uma tremenda falta de respeito e de solidariedade para com todas as gerações de artistas/criadores que ainda se vão formando e mantendo e por cá, a despeito das ofensas de autarcas “jogadores” e de vereadores com medíocres “testas de ferro”, que nem sequer sabem o que dizem e que no fundo desprezam a cultura. Não se junte a esse grupo. Ainda vai a tempo? Mas se calhar só para o ano…

Pereira Morgado



SOS Estudante?
Fevereiro 15, 2008, 2:14 am
Arquivado como: AAC, SOS Estudante

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À medida que os exames vão acabando, o edifício da AAC começa a ser mais povoado e as Secções vão tendo mais gente para executar as suas actividades. Quer dizer… nem todas. Há Secções Culturais que pouco fazem, quase não têm gente e possuem espaço para o nada fazerem. Paradoxalmente, existem outras que produzem grandes eventos com espaços de trabalho exíguos e outras ainda que nem sala têm para reunir.
É um problema que tem “barbas brancas” mas esta nova DG, presidida por André Oliveira, já mostrou disponibilidade para resolver a questão. Não nos podemos esquecer, no entanto, que as anteriores equipas da DG diziam o mesmo e as “barbas” continuam a crescer. Há uma nítida falta de aproveitamento físico do edifício. Compreende-se as dificuldades logísticas mas é inadmissível haver Secções que ocupam espaços e nada fazem, ou melhor…fazem MAL. Uma delas é a SOS ESTUDANTE. O propósito desta Secção é um propósito humano. “Uma palavra, um ouvido, uma ajuda…”, dizem eles. O grave, e porque se trata de uma Secção com propósitos humanos, é que a ajuda não está lá. Quem tenta pedir ajuda pelo número azul fornecido 808 200 204 ouve isto: “PT comunicações, o número que marcou não está acessível a partir da rede móvel em que se encontra”. Houve quem tentou telefonar de todas as redes móveis disponíveis e o que ouvia era sempre o mesmo, a finalizar “Por favor desligue. Obrigado”.
Ridículo esta indisponibilidade. Ainda mais que, hoje em dia, é do telemóvel que o português mais comunica.
Não nos parece correcto um pedido de ajuda, mais complexo e pessoal, ser feito numa cabine de telefone pública, muito menos numa estação dos CTT. No entanto, mesmo sendo feita em rede fixa - chamou e ninguém atendeu. A SOS Estudante ainda disponibiliza o numero 969 554 545. Tentámos durante o expediente (de 5 horas). Chamava, chamava, chamava e nem palavra, nem ouvido e nem ajuda.
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14 de Fevereiro
Fevereiro 14, 2008, 3:31 am
Arquivado como: Al Berto, amor, homens, mulher

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Todos os homens querem ser o primeiro amor de uma mulher.
Porquê? É tarde… al-berto.mp3