Denúncia Coimbrã

X Semanita Cultural da Madalena De Coimbra (oops!)

com 6 comentários

imaginacao.jpg

Aviso desde já o estimado leitor que fiz boicote à Semana Cultural da Universidade. Não assisti a nada, absolutamente nada, nem quis saber como correu, pura e simplesmente quis estar à parte. Se era esse um dos objectivos dos programadores (a participação da cidade) fiz questão em não lhes fazer a vontade, não participei nem assisti. Sei que não sentiram a minha falta. E há sempre quem participe, vá-se lá saber porque motivo!

E porquê este boicote? Por tudo o que afirmei anteriormente num post aqui neste blogue.

Estou realmente desanimado, estou desiludido e cansado com a mediocridade dos doutos e dos que para lá caminham e que são e serão os donos da cidade. O senhor pró-reitor devia pensar na sua vida. Conte lá como é que foi? Convidou a Madalena Vitorino para quê, para ela se vir pavonear com as suas trupes e truques? Não vislumbrou a falta de ética e sobranceria que existe numa assessora/programadora que propõe espectáculos e workshops da sua autoria e com isso quase encher a programação das artes de palco. E se não foi ela a propor é de igual modo mau, porque também não recusou. Então que recusasse as funções na programação e assim eu nem abria a boquinha contra ela! Mas não, se puder haver compadrio, em Portugal não é desperdiçado. Não vislumbrou que estaria a vedar a criação a agentes universitários importantes como são o Citac, o Teuc e o Gefac, entre outros. Venha agora dizer-me que participaram, ou que se não o fizeram foi porque não quiseram… O senhor não deve saber mas eu posso dizer-lhe, estes três grupos costumam apresentar criações próprias todos os anos na Semana Cultural, ainda no ano passado o Teuc teve oportunidade criar um espectáculo que foi um sucesso por cá e premiado fora de Coimbra e o Gefac criou uma das produções de maior sucesso e das mais emblemáticas da sua última década. Este ano não foi possível, afinal de contas a Madalena precisa de meios para se ver ao espelho. Note-se que não estou a fazer juízos de valor sobre a qualidade artística das obras da Madalena, apenas sobre a sua falta de ética. Não houve uma única criação relevante de raiz coimbrã. Pois agora tudo acabou e quase nada ficou, pelo menos para quem por cá ficou. Posso só dizer-lhe mais uma coisa, foi realmente deprimente vê-lo a falar no debate dos Amigos da Cultura, primeiro porque não disse nada de jeito, em segundo lugar porque as suas palavras são o oposto das suas acções. Que desprezo por Coimbra! Se acha que os artistas de Coimbra não têm valor e que precisam de workshops de Madalenas, então muito obrigado e venha o próximo! Um pouco de asno neste senhor, sim. E um pouco de sanguessuga, nessa Madalena. Vai-te lá embora e não voltes. Talvez compreenda agora melhor as influências bíblicas de Bandeirinha no discurso do debate dos Amigos da Cultura. Ai Babilónia, ai (Maria) Madalena!

Por falar em amigos, o que é que foi feito desse tremendo movimento cultural que tudo ia mudar? Já conseguíram o que queriam? Era só isso? Foi para isto que andaram a pedinchar assinaturas? Afinal só estão a dar razão ao nosso autarca esgrimista. E como ele já esgrimiu bem outra vez. As boquinhas calam-se quando já estão a comer? Então senhor Pureza, está de férias da sua incansável luta pela verdade e seriedade e justiça e rectidão e respeito e inteligência. Vá lá, mexa-se, já tenho saudades do homem sempre certo e sempre muito esperto. O vosso blogue parou…devem estar no bunker a planear a mais inteligente e de longe o mais superior dos planos estratégicos para não mudar nada nesta cidade.

Queiram perdoar algum azedume… Como diria o meu querido JCM: isto está tudo entregue à bicharada!

Pereira Morgado

Escrito por Denúncia Coimbrã

Março 9, 2008 às 3:10 am

6 Respostas

Subscribe to comments with RSS.

  1. Assisti à peça de teatro “cantora careca” (TEUC) dia 28 de Fevereiro e realmente admito-lhe a qualidade…
    No entanto, assisti a vários eventos da semana cultural da UC (caruma, os vivos, auprès de ma blonde, festa dos sons, saberes e sabores…) e gostei bastante de tudo. O que acho é que nunca se vai poder agradar a gregos e a troianos…mas de qualquer forma seria, de facto, boa ideia integrar o CITAC, o TEUC, o GEFAC!

    cláudia

    Março 9, 2008 em 10:41 am

  2. Cara Claúdia, não me parece que os textos coloquem em causa a qualidade dos espectáculos, mas sim a falta de ética dos envolvidos e a falta de apreço pelo que se faz cá. Que venham coisas de fora, claro, mas que se apoie o que por cá se faz. Espectáculos interessantes há muitos e continuarão a vir cá a Coimbra, mas perder oportunidades de criar raízes culturais fortes na cidade é má política. Estamos em altura de ajudar culturamente a cidade, que isto está mau.

    absolutamente

    Março 9, 2008 em 4:25 pm

  3. “Pereira Morgado” – (nome verdadeiro? – Quem é? O que faz? – Que papel tem desempenhado na vida cultural de Coimbra?) – deveria, antes de mais, explicar as razões que subjazem a tamanha sanha contra Madalena Victorino.
    Pela sua prosa perpassa raiva incontida, despeito, azedume, quase a roçar o ódio.
    E é esse ódio que o leva à cegueira, ao despropósito de confundir “ética” com opções de programação cultural.
    O dito “Morgado” alarga o ensimesmamento de alguns sectores da Universidade de Coimbra, qual “Torre de Marfim”, a toda a cidade. Teremos então uma “Coimbra de Marfim”, a “Coimbrocêntrica” com laivos de xenofobia cultural.
    Em Coimbra vê-se o que é feito em Coimbra e nada mais, é isso que defende “Morgado”.
    Como se as gentes que habitam Coimbra não tivessem todo o tempo do mundo, e os organismos culturais que aqui desenvolvem a sua actividade todo o tempo do mundo também para mostrar o que fazem.
    “Quando me falam de cultura, puxo logo da pistola”, garantia, ufano, Joseph Goebbels.
    Morgado adapta, nos dois textos que publica no “Denúncia Coimbrã”, para “Quando me falam em Madalena ou Bandeirinha saco logo do canhão”, ou embirra, amua: “Quando me falam em Madalena ou Bandeirinha tapo os olhos, não vejo, não quero ver”.
    Entretanto, o “Denúncia Coimbrã” vai resvalando, como não podia deixar de ser, para “Azedume Coimbrão”, perdendo o seu cariz inicial, oferecendo-se como veículo de ajustes de contas e outras tropelias menores que tanto caracterizam o espírito “coimbrinha”.
    Ao cosmopolitismo, “Morgado” prefere o “coimbropolitismo”.
    Vais longe, Coimbra, com tão ditosos filhos, com “Grandes Programadores” do calibre deste “Morgado”.

    João Coimbra

    Março 10, 2008 em 3:47 am

  4. “João Coimbra” – (nome verdadeiro? – Quem é? O que faz? – Que papel tem desempenhado na vida cultural de Coimbra?.

    - Entretanto, o “Denúncia Coimbrã” vai resvalando, como não podia deixar de ser, para “Azedume Coimbrão”, perdendo o seu cariz inicial, oferecendo-se como veículo de ajustes de contas e outras tropelias menores que tanto caracterizam o espírito “coimbrinha”.

    Não confunda as coisas caro João Coimbra. Sabemos bem que para si, como para muitos, o melhor era estarmos calados. Assumindo assim uma atitude passiva. Tal como a sua e de muitos coimbrinhas iluminados.
    Mas para ver como está errado leia: http://arrastao.org/blogosfera/denuncia-coimbra/#comments

    denunciacoimbra2

    Março 10, 2008 em 3:05 pm

  5. Resposta a João Coimbra

    Senhor “João”, não perca muito tempo a questionar-se sobre quem sou e sobre o que faço, que isso não lhe diz respeito a si nem a ninguém. Mas para qualquer bom entendedor será fácil perceber que se me detenho sobre estes temas é porque eles me são próximos.
    Todos os argumentos com que tenta derrubar os meus são a prova de que não consegue apreender o que lê.
    Normalmente não perco tempo com pessoas de frágil intelecto mas também não é todos os dias que me comparam a Goebbels, por isso… Mas vamos por partes, que para alguns tem de ser tudo explicado muito devagarinho.
    O senhor diz que eu deveria explicar as razões que subjazem a tamanha “sanha” contra a Madalena Vitorino. Acha mesmo necessário? É que ficou tudo tão bem explicadinho no primeiro texto, e ainda com alguns aconchegos no segundo. Mas pronto, cá vai: essa senhora aproveitou-se da sua função de programadora para colocar espectáculos da sua autoria (falta de ética é isto!), workshops dirigidos por ela (e isto!), e outras actividades que lhe passaram pelas mãos no CCB recentemente (falta de imaginação!), para não falar de uma outra peça do Bando que estreou aqui ao lado no Citemor há meses (muita falta de imaginação!). Ora, se isto não lhe chega para lhe explicar a minha “sanha” por essa senhora, lamento muito. Diz que pela minha prosa perpassa raiva incontida, despeito, azedume, quase a roçar o ódio. Tirando a raiva, que até é contida, concordo consigo em tudo o resto, excepto na cegueira que isso me provoca. Pelo contrário, sinto que me dá a lucidez que o senhor não tem. Ao contrário do que diz, não confundo ética com “opções” de programação cultural. O senhor é que confunde “opções” de programação cultural com oportunismo circunstancial. Já ouviu falar de “jobs for the boys”, aqui é mais “job for myself”, como se não lhe chegasse ser programadora, colocou os espectáculos dela (muita presunção, não?), e, como se isso não lhe bastasse ainda, colocou os workshops dela, e, como se isso ainda não lhe chegasse, ainda colocou os amigos. Será que tudo isto já chega para lhe explicar porque é que “não vou à bola com a moça”?
    O senhor Bandeirinha, o responsável por tudo isto, é outro caso. Além deste erro chamado Madalena, o seu pior pecado é dizer uma coisa e fazer outra. Isso é que já é pior. Ele deve saber do que falo, ele e os trezentos que o ouviram no debate dos “Amigos”.
    Quanto à “Torre de Marfim”, eu não alargo esse ensimesmamento podre a toda a cidade, somente a noventa e cinco por cento dela. E digo-lhe porquê: porque apesar de essa “Cabra Torre” ser uma pequena minoria em Coimbra, o seu peso e a sua esmagadora influência abafa tudo à sua volta. Pena é ver tanta subserviência de quase todos.
    Outra coisa, eu não defendo que em Coimbra só se veja o que é de Coimbra, acha que sou masoquista? E para o provar vou buscar ao meu primeiro texto uma expressão que o ilustra, aqui vai: “Não teria sido uma vantagem ter um programador que conhecesse realmente bem a cidade e procurasse criar reais mais-valias entre os grupos locais e alguns grupos que viessem de fora e destes para a comunidade.” Esclarecido senhor “João”?
    Continuemos, quando diz que as gentes e os organismos têm todo o tempo do mundo para mostrar o que fazem eu concordo consigo. O problema é que tempo, uns mais outros menos, temos todos, mas dinheiro para fazer teve só uma, a Madalena. Sem ele não se faz nada. Aliás, no caso dela nem foi “para fazer”, já estava tudo feito! Foi mais para o ganhar!
    Depois vem a comparação a Goebbels. Se uma opinião diferente da sua é assim tratada… bem… que nazi o senhor me saiu. Eu contentei-me com asno (animal bem simpático) para o Bandeirinha e sanguessuga (usada para fins medicinais) para a tal senhora Madalena.
    Quanto à Denúncia Coimbrã parece-me que vai muito bem, porque denuncia e não faz jogo brando como os lesmas reinantes. Tanto faz o seu trabalho bem feito, que faz saltar a tampa a inócuos como o senhor, que em vez de comentar a situação que o post refere, faz o seu ajustezinho de contas com o autor deste, ao jeito do “espírito coimbrinha” de que se queixa. Da semana cultural o senhor não disse nada, ficou-se por “opções de programação”. Pobre. Se não concorda aponte os meus erros, mas com alguma propriedade por favor, se não sabe o que dizer então não diga, mas não me venha com Goebbels, isso sim é uma estupidez bestial, posso mesmo dizer…Pura!

    Ao Cosmopolitismo, “Morgado” prefere… não ser importunado por parvos!

    Pereira Morgado

    Pereira Morgado

    Março 11, 2008 em 1:05 am


Deixe uma Resposta