
Oficialmente já começou em Março mas é agora que a Queima das Fitas atinge o ponto alto. Multiplicam-se os acontecimentos culturais e desportivos e claro está…as tão desejadas Noites do Parque. Este ano com mais uma noite e diversas alterações. O melhoramento de condições da maior festa estudantil do país criou algumas rupturas com as organizações anteriores, nomeadamente a abertura das Noites do Parque logo após a Serenata e o Cortejo ter passado para Domingo. Quanto ao cartaz, os “clássicos” Xutos & Pontapés e Quim Barreiros não vêm tocar a Coimbra. As opções são variadas, o leque de ofertas é grande e com mais o palco “Super Interessante” não há motivos para não curtir esta Queima. Esperemos também a tolerância por parte da cidade a este evento. Ele não serve apenas para divertir os milhares de estudantes, suas famílias e pessoas que se deslocam propositadamente a Coimbra. Esta festa é um dos grandes suportes financeiros da AAC e tem um espírito solidário, parte dos lucros reverterão a Instituições de Acção Social.

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COIMBRA: A QUEIMA … DOS TÍMPANOS
Comentário por Luis Fernandes Maio 3, 2008 @ 1:54 pmO novo figurino da Queima das fitas mudou. Agora em formato renovado, devido ao Protocolo de Bolonha, as alterações mais visíveis são, sobretudo, a mudança do cortejo da Queima de terça-feira para domingo. Ainda bem, digo eu. Quando era realizado à terça era um aborrecimento pela sua implicância em toda a vida da cidade. A urbe, pelo encerramento das suas principais artérias ao trânsito automóvel, transformava-se em terra de todos e de ninguém. As actividades económicas, exceptuando a Restauração, praticamente paravam nesse dia. Por força das circunstâncias, todos eram obrigados a parar para olhar o cortejo. Simplesmente, já há muito que o Cortejo da Queima é apenas uma novidade para quem o integra e seus familiares directos e um “pagar de promessa” para quem por aqui passou, amou, estudou e se licenciou. Nesse dia, como voltando à aldeia em festa do seu Santo Padroeiro, aí está o saudosista duma boémia desaparecida, a voltar nesse dia da procissão. É vê-lo, com o cabelo cheio de brilhantina, com o seu melhor fato, neste caso, capa e batina, cheio de fitas ao vento, caminhar, ufano, com ar compenetrado ao som da fanfarra e dos “eferreàs”.
Por tudo isso, quanto a mim, esta mudança do Cortejo da Queima só veio beneficiar a cidade. Assim houvesse outras mudanças estilísticas, como por exemplo o ensurdecedor barulho das noites da Queima, no Parque verde da cidade.
Eu moro a seis quilómetros do Largo da Portagem. Esta noite, às 3 e 45 da manhã, na minha casa, o barulho era ensurdecedor. Agora calculem como seria o barulho para quem vive e precisa de dormir ali próximo ao “queimódromo”.
É muito fácil pedir compreensão e tolerância à cidade. O problema é que as pessoas precisam de dormir. E não falamos de uma noite, falamos de uma semana. Por agora, a procissão ainda vai no adro. A continuar o barulho, como esta noite, imagino que muita polémica irá gerar.
Sinceramente nada tenho contra a festa. Não é minha, creio, com toda a certeza dizer, que, contrariamente ao que se pensa, a cidade também não a considera sua, é apenas a festa dos estudantes. Mas respeito, desde que essa festa respeite a cidade com a invasão controlada de decibéis. Desde que se faça a harmonização entre o bem-estar de uns e a necessidade legítima de “abanar o capacete” de outros.
LUIS FERNANDES
(COIMBRA)
(www.questoesnacionais.blogspot.com)
Porra todos os anos dizem que é a maior queima de sempre e o que eu vejo é que a queima cada ano que passa é pior, este ano tradição igual a ZERO, cartaz fraquinho ( o vosso amigo Bob, vem à Expofacic, lol permitam me). E depois quando eu vejo um senhor que deve ser o comissario da produção a dizer que a queima em termos de cartaz pode rivalizar com qualquer festival de verão, eu fico triste porque primeiro a Queima não tem que rivalizar com festival nenhum porque nao é um festival, depois porque o senhor nao percebe nada de organizar festivais, porque basta ver o rock ‘n rio, um superbock, ou os outros e aí vê-se um cartaz.
Já agora como é que uma cidade que se orgulha tanto da sua musica, não tem lá nenhuma das imensas bandas de coimbra que têm sucesso (wraygunn, bunnyranch, etc)
Se isto é a maior queima de sempre, eu gostava mais dela quando ela era pequenina.
Abraço
Comentário por Nuno Cardoso Maio 7, 2008 @ 8:50 pmNão poderia concordar mais, caro Nuno Cardoso.
Comentário por JB Maio 8, 2008 @ 3:39 pmNuno,
Comentário por denunciacoimbra2 Maio 8, 2008 @ 3:54 pmQuando nos referimos à “Maior Queima de Sempre”, referíamos ao numero de noites (+ uma), ao maior numero de actividades e claro está…a maior expectativa de sempre.
É cedo para balanços…
Gostei bastante da Queima deste ano.
Comentário por Luis Rodrigues Maio 11, 2008 @ 5:13 pmÉ muito fácil falar, dificil é agir caro Nuno Cardoso. É um evento de ponta de complexa organização feito por estudantes para estudantes, por isso mesmo não é de profissionais se bem que conseguem na minha opinião chegar ao nível profissional. É uma festa onde deve imperar mais que tudo a Alegria e esse requesito cumpriu-se!
Quanto aos eventos tradicionais eu participei na maioria deles e gostei muito, apesar das mudanças registadas com bolonha. Onde discordo mais é efectivamente nos cursos de mestrado integrado, ou seja só pode ser médico ou farmacêutico quem fizer os dois ciclos. Existem mais cursos nesta situação e por isso parece-me legitimo que nestes cursos se continuasse a praticar o modelo anterior a bolonha.
Em relação ao barulho… Experimentem a ir à farmácia pedir uns tampões para os ouvidos. São muito confortáveis e fáceis de colocar e mais importante são eficientes. O barulho é de facto um problema real que deve ser melhor estudado para o bém de todos.
Tenho dito!
Eu, ironicamente, direi: se a queima, os estudantes, o barulho, a festa, o cortejo, incomodam, o melhor é acabar com tudo isso! Ah, mas não esquecer… depois, o melhor é mesmo acabar com o resto da cidade também! As lojas da baixa estão a fechar, alguns os belos cafés já foram, a indústria já não existe, as crianças e os jovens diminuem. Sim , o melhor é mandar os estudantes e as suas festas embora e, depois, encerrar a Universidade e mudar tudo para Aveiro, ou Castelo Branco. Ironicamente claro, pois penso que a cidade precisa da festa e de se relacionar bem com ela, para ambas ganharem…
Comentário por CD Maio 12, 2008 @ 12:50 pm