Retratos da Justiça portuguesa
Se há coisas que Coimbra (ainda) se pode orgulhar é dos advogados que tem. É inúmera a lista de personalidades de respeito no que diz respeito a leis e justiça em Portugal. Um deles é António Marinho e Pinto. Lançou o livro “Dura Lex, Retratos da Justiça Portuguesa”, edição Minerva Coimbra.
Alguns episódios da nossa justiça revelada sem papas na língua – nem medos. “Há coisas no nosso sistema judicial que se repetem há décadas ou séculos, num mimetismo grotesco, sem que ninguém saiba porquê. E sempre que algum novato, com sangue mais quente na guelra, tenta fazer algo diferente, logo é posto no seu lugar pelos que já lá estavam quando ele chegou. E de tal maneira a pedagogia é convincente que, não raro, são os mais novos que se transformam nos mais zelosos defensores de statu quo. Diz-se: «É assim…porque sempre foi assim!». Mas terá se ser sempre assim?”.
A observação deste prestigiado advogado ultrapassa a esfera da justiça, parece-nos o cliché perfeito da nossa sociedade. Uma leitura a não perder.



A Justiça não sei se está uma lástima ou se existe. Mas o que não há dúvida é que tem a marca de classe do legislador e de muitos aplicadores, numa lógica de protecção dos delinquentes e de abandono das vítimas, criando uma teia processoal tão complicada como irracional para que os processos se arrastem indefenidamente, prescrevam e o cidadão aguarde décadas por uma solução que tarda ou nunca aparece e qualquer conselho de cidadãos honestos de bairro resolveriam numa manhã.
Parece-me que tenho de comprar a dura lex para os pobres, humildes e humilhados e non lex para os ricos, arrogantes e impunes.
Porfírio
Saudações, desculpem o aproveitamento do espaço, mas gostaria de dar a conhecer uma polémica publicação alternativa, dá pelo nome “Revolução” e está disponível em .pdf no http://revistarevolucao.wordpress.com bem como em papel por 1,75 euros (já com portes).
Justiça-onde está ?! clamo por ela há já dezoito anos ( convém dizer que pelo meio dez saiem da esfera porque o senhor advogado que inicialmente foi contactado disse que se esqueceu -sofrerá de amnésia ?!-se for isso mesmo então não deve estar inscrito na ordem e muito menos exercer)Parabens ao novo Bastonário -muita sorte e força para combater os males da justiça . Eu sofro na minha pele esse grande male e que prejuizo financeiro está a causar. Eu estive a ler partes do livro ” As várias faces da Justiça ” e como concordei com o que li.