Quem cá anda sem medos sabe que a retaliação baixa, sem nível, é uma arma ineficaz quando, estupidamente e maliciosamente, se subestima a outra parte.
Pois os machos d´A Cabra resolveram retaliar da forma mais imbecil, tipo homem rato, através do cartoon – da sátira – do capuz da falta de coragem para, com palavras e acções, argumentarem os seus pontos de vista. Remetem para os bonequinhos da rubrica tira misso, fazendo da sátira o escudo necessário para poderem ser mauzinhos e não se passa mais nada.
O fácil seria ignorar, enterrar a cabeça na areia, e não me justiçar a tal directa/insulto/provocação.
Não! Para eles, e para muitos fora do universo AAC com algumas dúvidas, os meus princípios de homem, a minha autenticidade, a minha honra, a lealdade com a minha pessoa e a minha liberdade pedem uma resposta a este miserável e tonto cartoon desenhado por André Costa – mas orquestrado pelo aparelho ortodoxo dos maus comunistas, esquerdalha ortodoxa, que habitam e se servem da AAC.
Por ter emitido a minha opinião aqui, aqui, aqui e aqui, o resultado deu na mensagem da bonecada.
Uma das personagem (B) do cartoon questiona o reconhecimento profissional, e o conhecimento de fotografia, para a outra personagem (A) se auto-intitular profissional e dar cursos de fotografia. A outra personagem (A) vangloria-se pelo facto de arranjar maneira para fazer algum dinheiro a dar formação como fotografo profissional.
Vamos por partes, por personagens.
O conceito de profissional, seja ele fotografo ou sapateiro, é todo aquele que usufrui de um honorário pelo serviço especifico que presta a alguém. Num adjectivo uniforme também é aquele que desempenha o seu trabalho de modo sério, rigoroso, competente.
O meu ganha pão, a minha sobrevivência, vem do meu trabalho pessoal que faço para entidades e instituições. Para ser preciso, desde há muitos anos trabalho com a companhia profissional de teatro – O Teatrão, colaboro com e empresa Luís de Matos Produções, onde faço a documentação fotográfica de variadíssimos eventos. Destaco, entre muitas outros, programas de TV, Encontros Mágicos de Coimbra, Lisboa Mágica, Sicó e inauguração do Estádio do Dragão.
Todos os serviços que faço, tanto a um como a outro, recebo honorários por isso. Mas, com toda a sinceridade, o que tem mesmo valor para mim é poder ser-me confiado a possibilidade de trabalhar com pessoas de extremo rigor, competência e seriedade. Esse é o meu lucro.
Não fica por aqui a fonte do meu financiamento pessoal, tenho também o meu trabalho de autor. Desde 2003 recebo da REN um patrocínio/donativo para desenvolver o meu processo de fotografia em relevo, que possibilita os invisuais tactearem as fotografias. Trabalho esse que já me possibilitou expor no Brasil (Rio de Janeiro), em Espanha (Zamora e Barcelona) e diversas vezes em Portugal. Todas essas internacionalizações foram financiadas pelo Ministério da Cultura, Instituto Camões e DRCC.
Quanto à personagem B, estamos resolvidos. Ou será preciso mais?
Só para subir de tom, e de vaidade, fui dos pouquíssimos autores portugueses a estarem representados nas duas Capitais Nacionais da Cultura. Coimbra 2003 e Faro 2005.
Só para meter nojo à personagem B, contribuí com o meu préstimo para a afirmação dos Encontros de Fotografia – organizados pelo extinto Centro de Estudos de Fotografia da AAC. No entanto, expôs nos Encontros de Imagem de Braga ao lado de nomes como Vári Carames, Paulo Catrica, entre outros.
E se quiserem saber mais, é só clickar.
A personagem A merece uma abordagem diferente. Interpreto, através da mensagem subliminar, que estou a ganhar dinheiro com os cursos que dou na Secção de Fotografia da AAC. Ou que, eventualmente, recebo algum dinheiro por pertencer á Secção de Fotografia da AAC e dedicar-lhe tempo e trabalho.
Faço o que muitos fazem na AAC, entregam-se voluntária e generosamente nas actividades que os apaixonam e desenvolvem eventos que prestigiam a AAC. Faço-o também, com um valor pessoal acrescentado, por ter lutado pela continuação da Fotografia na AAC. Faço-o com mais energia ainda para mostrar que ninguém deve impedir-me dessa liberdade, e que as pedrinhas dos obstáculos servem para a construção do tal castelo.
Para avivar a memoria de muitos que ainda se entregam à AAC, e para os “novatos” e caloiros, antes da existência da Secção de Fotografia, existiu o Grupo de Fotografia e a Pró-Secção de Fotografia. Nesse inicio foi o material, fotográfico e informático, do Paulo Abrantes que valeu, foi o trabalho do Paulo Abrantes e o empenho do Paulo Abrantes, com ajuda de alguns elementos é certo. Mais, foi o dinheiro do Paulo Abrantes que financiava a grande parte das actividades realizadas. Do fruto do trabalho profissional do Paulo Abrantes.
O Regulamento Interno da Secção de Fotografia da AAC, actualizado e em conformidade com com os Estatutos da AAC e aprovado pelo Conselho Fiscal da AAC, limita a 4 anos a permanência da Direcção a cada elemento. Esta Secção Cultural tem 2 anos e meio de existência, o restante que falta vai ser com mais empenho para poder ter a liberdade de gozar do orgulho pessoal de ter criado uma Secção de Fotografia dentro da maior e mais prestigiada Associação de Estudantes. De ter lutado para deixar um legado de 4 anos de memorias, materializadas em espólio fotográfico, e, do fruto do meu trabalho e muitas horas passadas no Edifício, deixar uma Secção equipada para poder dar resposta às cada vez mais solicitações de trabalho e colaborações.
Após isso, caminho para aquilo que me ecoa sistematicamente: o que faço aqui em Coimbra, faço-o em qualquer lado do mundo. E da minha liberdade e da minha vida pessoal, sei eu.
Esta é a 2ª versão, de Tiagu Grilu. É mesmo abrir. Fuga para frente. Mosquito esborrachado na parede. Siga…
Libertário dá uma chapada no comunismo …e na baixaria.
Podia ser a manchete da próxima Cabra. Mas….
Fruto da minha tempestuosidade, misturado com raça latina-africana, de signo aquário com ascendente em caranguejo, e por não admitir tal falta de respeito, preguei um estalo no elemento da redacção que orquestrou toda esta retaliação e responsável pelo silenciamento, maledicência, vingançazinha com posse de terem o rei na barriga, de cuspirem no próprio prato, que muito tem denegrido A Cabra e a própria AAC. Que, já em tempos, foi referência como o Jornal da Academia. Não ignoravam e ultrajavam os colegas, e curtiam o seu jornalismo também.
Sou responsável pelos meus actos, e assumo-os. Reconheço o meu excesso, em resposta à provocação. Não me consegui controlar com quem tem prejudicado sistematicamente o meu trabalho, o da Secção de Fotografia da AAC e a de muitos outros dentro da Academia de Coimbra (mas cada um que fale por si).
Assumo os meus actos, e as suas consequências. Tais provocações, maliciosas e vingativas, baixas e de humor nojento, fizeram-me reagir assim. Não consigo contrair o ímpeto gestual quando alguém quer tomar, invadir, a minha liberdade. Acção directa e, logo se vê.
Alguém tem de abrir caminho para limpar o fruto podre que pretende empodrecer tudo à volta.
Como tudo se passou no exterior do Edifício AAC, em via pública, terei a humildade de pedir desculpa pela minha atitude à pessoa em causa (ele entenderá o meu gesto). Dentro do Edifício, por orgulho Académico – se quiserem, jamais o farei.
Até porque esta ultima edição (ver pdf) só defende o que argumento. Nada sobre a Queima das Fitas, Noites do Parque e restantes actividades? Que ingratidão…
E termino, como ontem, só para reforçar a mensagem: “Your time has come your secong skin / The cost so high the gain so low / Walk through the valley / The written word is a lie / Anger is an energy.”
Paulo Abrantes