Manifesto de candidatura ao CC

Muitas aspas, bué de parra e uva nenhuma. Este manifesto de candidatura à Comissão Executiva ao Conselho Cultural (CC), fixada à entrada da Secção de Fado, e entregue pessoalmente a alguns, e só alguns, elementos das diversas Secções Culturais, não é mais que um espasmo – em estilo (quase) prosa. Não tem o mínimo de utilidade para os verdadeiros problemas que as Secções Culturais têm, e que são vários. click no Manifesto

A começar pelo financiamento; da verba atribuída, resultante do saldo positivo da Queima das Fitas, 2 Secções (RUC e FADO) ficam com mais de metade do bolo (51,84%). O restante é para dividir pelas restantes 14 Secções Culturais.

Há quem receba € 31 924,96 mas há também quem receba € 129,00. Há cinco Secções que nem € 600 recebem para realizarem as suas actividades durante o ano.

E, ao que parece, também há quem receba honorários por realizar actividades das Secções onde têm responsabilidades directivas.

Que paz pretendem, que conciliação objectivam, com tal desigualdade de oportunidades?

Dois dos signatários do manifesto, António Miguel Arnaut (Fado) e Pedro Prola (RUC), pertencem às 2 Secções que engolem mais de metade do bolo. Por isso, estão na boa e procuram continuidade para “elevar a fasquia gradualmente”.

Tentar permitir “a estabilidade e harmonia entre as Secções”, com esta injustiça, é pedir Meca aos árabes.  Mais, tentar estabilidade entre Secções e ao mesmo tempo não respeitar as decisões tomadas por cada Secção, é típico de quem vê o espírito académico “De Corpo e Alma da nossa Amada”. Quem constantemente tem a necessidade de afirmar que Ama – esconde uma grande falta de autenticidade.

Outra das coisas que esta comissão executiva não se preocupa, e que pretende recandidatura, é da vida das Secções. Tem alguma lógica as Secções Culturais terem só em Fevereiro as verbas para realizarem o seu plano anual de actividades? As aulas, e o ano de trabalho da Academia, começa em Setembro/Outubro. Quando a cidade é invadida por novos caloiros, muitos a quererem fruir a vida cultural da AAC, as Secções Culturais pouco ou nada têm para dar porque ainda não dispõem das verbas a atribuir, resultante da Queima das Fitas (realizada em Maio).

Esta comissão executiva do Conselho Cultural nunca se mostrou interessada, tal como o Conselho Desportivo o faz, em ajudar as Secções. Mais, até empatam qualquer adiantamento – mesmo urgente e justificado.

A afirmação cultural da AAC faz-se de trabalho e têm de ser as Secções ditas mais pequenas, porque dispõem de verbas miseráveis, a alterar regulamento de atribuição de verbas, para terem condições de participar mais. Esta actual Comissão Executiva, que se pretende recandidatar, já mostrou não ter capacidade para realizar o que propõe – sem aspas!

Anúncios
This entry was posted by Paulo Abrantes.

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: