Jorge Silva Melo está “azedo e céptico”.

Uma das figuras mais lúcidas do teatro português  confessa que está “muito pessimista sobre o futuro do teatro” em Portugal.

Para o fundador dos Artistas Unidos, e Teatro da Cornucópia, juntamente com Luís Miguel Sintra, depois de “muitos anos fantásticos, estou a ver o regresso do empresário, agora chamado programador”, sustentou, acrescentando: “Muita coisa acabou e não vai endireitar-se”. Ler mais…

Preocupação justa e adequada para o tempo actual. Há dirigentes de companhias de teatro que gerem de forma empresarial, encapotados numa farsa de programadores. Gerem dinheiros públicos (dados em forma de subsídios) e não fundos próprios, ou privados. Está mais que visto que a área empresarial e criativa não casam muito bem, especialmente quando são os recursos humanos que estão em jogo.

Com o corte geral sofrido na área do teatro houve companhias que reajustaram a sua programação, mas também houve outras que preferiram prescindir de colaboradores, ou não dando condições justas e dignas de trabalho, para continuarem a ter as suas mordomias e não mexerem na programação. Tal como um gestor privado o faria. Só que o gestor privado gere dinheiro dele, e os dirigentes de companhias gerem dinheiro de todos.

Anúncios
This entry was posted by Paulo Abrantes.

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: