Coimbra saíu toda à noite

Em vésperas de feriado Coimbra viveu uma noite de lotações esgotadas. Multidões preparam as goelas par a Latada 2011, que em breve estará a bombar à grande.
Quando se fala em crise, cortes na acção social, novo regulamento de atribuição de bolsas que pode eliminar mais uns quantos da UC, Coimbra vive um fenómeno antagónico. Não falta dinheiro para a alucinação alcoólica, e outras mais poeirentas. Cheiros de perfumes de marca inundam narinas já obstruídas da tal alucinação 😉 Topos de gama intoxicam o Botânico. E a lantejoula deu mesmo lugar ao ouro, comprado em 2ª mão a mais um agarrado.

Crise? Qual crise? Na noite Coimbrã há tudo menos crise.

O barulho dos convívios e espaços nocturnos? Pois, aí o coimbrinha tem de aguentar os decibeis dos estudantes. Coimbra sem os estudantes já tinha desaparecido do mapa, ou seria Agosto todos os meses do ano. Já vi, ouvi e li, indignados que querem calar o som da festa mas que têm andares alugados aos estudantes, e outros que vivem das entradas de divisas do universo estudantil.

Quando ouvirem o som a bombar lembrem-se sempre que o topo de gama que têm na garagem foi comprado à custa da permanencia de estudantes na cidade.

O estudante de Coimbra não curte sempre, há épocas de exames e outras épocas de falta de guito. Por isso é que muitos espaços nocturnos abrem falência quando a movida pára. Depois abrem de novo com nova gerência para o novo ciclo, dividido fundamentalmente na Queima das Fitas e Festa das Latas. Nestas alturas o coimbrinha tem de baixar o tom critico, ser menos careta e pensar que afinal estas duas semanitas mal dormidas poderão oferecer mais um topo de gama, desta vez para a netinha que está a fazer 18 anos.

Ah, e a chulice da CMC ao querer taxar a AAC pelo uso do Parque da Canção?

Jogo baixo, vindo da Baixa. Nunca esquecer que o Parque da Canção foi feito precisamente para acolher as Festas Académicas, e outras. Investimento feito para resolver o problema do Parque da Cidade, onde se realizava a Queima das Fitas (e muitos outros concertos e actividades promovidos por varias entidades, entre as quais a CMC).

Estar a chular desta maneira é estar a querer tirar, ainda mais, às Secções as condições necessárias de realizarem com dignidade as suas actividades. A AAC dá mais à cidade que a cidade dá à AAC, por tal motivo esqueçam essa taxa.

Caso contrário, a AAC passará também a taxar a CMC – nomeadamente na oferta de bilhetes para as Festas Académicas. Sim, acessores e secretárias de tal & tal nessas alturas não param de ligar aos “putos” a pedincharem bilhetes. Contabilizando esta parte da bilheteira, talvez 1/4 da taxa estava paga. E depois, há mais…

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This entry was posted by Paulo Abrantes.

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