As palavras são de Manuel Rocha e transmitem bem a vontade de reivindicar melhores condições para a cultura. Esta luta toca a todos e não apenas a agentes culturais. Quem perde com tanta agonia financeira não são apenas os artistas, é uma sociedade inteira.
O Movimento Manifesto em Defesa da Cultura de Coimbra apresentou os seus intentos, alarga as iniciativas a toda a comunidade e espera o contributo de todos.
Seria útil também que muitos agentes artísticos da cidade vissem nestas dificuldades uma vontade de mudar algumas das suas atitudes do passado. A memória não pode apagar tão facilmente o comportamento dos srs feudais da cultura que controlaram e manipularam a seu belo prazer, estético e financeiro (e não só). Agora choram que não têm dinheiro para fazer coisas, pois… desses não tenho nenhum sentimento de compaixão. Encheram-se como puderam, fizeram o quiseram e tentaram espezinhar (e apagar) muita gente. Tenho sempre a esperança que nos momentos de dificuldade, de fome mesmo, a atitude humana mude. Reset, portanto.
Actualmente o importante mesmo é mostrar, com criatividade e elevação, a utilidade que cultura tem junto da sociedade e as consequências do estrangulamento financeiro existente.