“Maria Vitália” e Vox Cívica comentaram.

Eram previsíveis estes comentários. A experiência cibernética aliada à curiosidade inata fez-me detectar que a Maria Vitália e o João Pinto partilharam o mesmo IP.

A Vitália no Twitter? Meu deus como isto anda 🙂 Sem followers e sem tweets? Oh solidão desgraçada…

Com o Pinto e a Vitália já não perco mais tempo, só informar que a leitura que faço ficou ainda mais vincada: houve “arranjinhos” sim.

O comentário da Vox Cívica merece-me outra abordagem. Tenho muito respeito pelo descanso dos outros, também tenho pelo meu.

Esta medida judicial ultrapassa a questão comercial, já por si grave, entre a empresa concessionária e os cofres da AAC, vai mexer seriamente com o funcionamento de todas as Secções, Organismos Autónomos, Grupos Académicos e utilizadores da Sala de Estudo. O bar e a esplanada servem também de apoio alimentar para quem fica até às tantas a trabalhar e a estudar. E tem de ser até às tantas porque durante o dia o estudante tem aulas, só depois do jantar é que há mais gente disponível.

Estes espaços servem também para mostras das actividades de todo o universo da AAC. Não podemos ter apenas uma leitura comercial do problema, ele é mais profundo e foi escamoteado pela justiça. Está mal.

Esta medida, cega sim, vai acabar com o pouco associativismo que ainda existe no seio estudantil. A fechar à meia-noite vai desertificar o Edifício.

Há um facto que me parece claro, o barulho e distúrbios na rua são da responsabilidade das autoridades policiais. Não se podem responsabilizar os empresários  pelo que se passa da porta deles para fora. Deveria haver mais policiamento e controle sim, feito por quem de direito.

Mais, já sucessivas Direcções Gerais mostraram interesse em dialogar com a Maria Vitália para lhe isolarem a casa, sendo a AAC a responsabilizar-se pelos custos. Diálogo esse que ela sempre rejeitou.

Nunca é de esquecer: os estudantes podem paralisar a cidade mas a cidade jamais poderá paralisar os estudantes, porque Coimbra depende economicamente deles. Topam? O verdadeiro bom senso é mais policiamento a circundar os espaços nocturnos, cuidando do descanso dos moradores e facturando guito com multas justas (excesso de alcool, vandalismo, etc).

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This entry was posted by Paulo Abrantes.

4 thoughts on ““Maria Vitália” e Vox Cívica comentaram.

  1. Só estão a ver a coisa de um ponto de vista… O que o tribunal fez foi ver a coisa dos dois pontos de vista! Além da D. Vitália há mais vizinhos que não conseguem dormir enquanto os gritos, pancada, vómitos não acabam. Isso não se admite em lado algum. Se fosse à porta de vossa casa não estariam a falar assim certamenre! Sejam conscientes e agarrem o desafio de encontrar uma solução quecseja boa para todos! Se quiserem a minha ajuda estou disponível.

  2. A Vox Cívica, porque, de acordo com os seus estatutos defende causas e os seus associados, uma das quais é a Srª Dª Maria Vitalia dos Santos Ferreira, esteve presente neste processo.
    Estando presente, porque antes de tudo, conhece a problemática, conhece a prova produzida e conhece a sentença, fê-lo com muita honra e pôde verificar o seguinte:
    1. A Srª Dª Maria Vitália, em defesa dos seus direitos de personalidade, que nós apoiamos, assessorada pelo seu advogado, resolveu interpor procedimento cautelar. É contestável? Não!
    2. Como testemunhas da Srª Dª Maria Vitália, o seu advogado arrolou 5 pessoas que moram na R. Padre António Vieira, que provaram em tribunal o excesso de ruído produzído pelos bares da AAC; uma pessoa que mora na Av. D. Afonso Henriques, que disse em tribunal que ouvia o ruído da música dos bares da AAC, tendo já chamado a PSP várias noites; uma testemunha que exerce um cargo de direcção na PSP, que testemunhou e provou em tribunal que o ruído dos bares da AAC era excessivo e não era só um problema de ordem pública; uma testemunha que afirmou em tribunal que é dirigente da Vox Cívica, conhece o problema desde 2008, narrou em tribunal o que se passava (e oxalá nunca mais se passe!) na AAC, ancorando as suas afirmações em vídeos produzidos e publicados no site do Bar da AAC e patrocinados pela In Tocha (não foram feitos pela Vox Cívica!) e em flyers produzidos pela In Tocha a anunciar os tais espectáculos e publicados na Internet.
    3. Das testemunhas arroladas pelo advogado da Srª Dª Maria Vitália, pode verificar-se que: 3 foram estudantes da Universidade de Coimbra; um tem um bacharelato e frequentou a AAC e 4 têm habilitações básicas.
    4. Pelo que foi provado em tribunal, a problemática não pode ser circunscrita a uma contenda entre a Srª Dª Maria Vitália e a AAC ou InTocha. Quem ganhou não foi só a Srª Dª Maria Vitáliia. Foram todos os moradores da R. Padre António Vieira, da R. Venâncio Rodrigues, da R. Pedro Monteiro, da Av: D. Afonso Henriques, da R. Antero de Quental, da R. Guerra Junqueiro, da R. António de Vasconcelos, nomeadamente. Sabe que alguns elementos da PJ, quando de serviço, chamaram várias vezes a PSP para acabar com o ruído do Jardim da AAC? Não faça confusão com o ruído de outros bares até mais próximos da PJ. Era o ruído da música dos espectáculos do Jardim da AAC! Eles são também o rosto dos “empresários” da noite, que querem prejudicar a InTocha?
    5. A InTocha dispunha de licenciamento para a realização de espectáculos? Não! Essa pretensão foi recusada pela Câmara! Informe-se!
    6. A ASAE encerrou o espaço em Abril de 2010, por falta de licenciamento, seja para espectáculos, seja para vender uma água. É vergonhoso para a AAC! Mas, “The show must go on”, a Reitoria da UC conseguiu um alvará de autorização de utilização para espaço de bebidas simples, sem espaço de dança. Não podiam continuar a realizar espectáculos, porque era um espaço de bebidas simples. Em 2011, realizaram os espectáculos cujos vídeos foram apresentados em tribunal. Prevalece a legislação nacional, ou a “lei” da AAC/InTocha? Quem defende os moradores da “lei” AAC/InTocha? Daí a necessidade da Vox Cívica, não só para resolver o problema criado pela AAC/InTocha, mas para todo o concelho de Coimbra. Lá chegaremos! Esteja atento!
    7. Foram feitos ensaios de ruído pelo ITeCons que, para um índice de incomodidade de 5 dB(A) forneceram um valor de 12 dB(A); foi ordenada uma peritagem pelo tribunal, feita por outra empresa, que para um índice de incomodidade de 4 dB(A) forneceu valores de 8 dB(A).
    8. A Vox Cívica não se pronuncia quanto às testemunhas das requeridas e ao que provaram em tribunal; não é assunto nosso! Por que razão não foi arrolado como testemunha das requeridas?
    9. A Vox Cívica congratula-se com a decisão do Meritíssimo Juiz. Coimbra tem estudantes e moradores. Coimbra não tem nenhum regime excepcional em matéria de ruído. Antes dos bares da AAC (2006, para o bar AAC e 2009, para o Bar do Jardim da AAC) já Coimbra era uma cidade de estudantes. Se esses bares forem encerrados, Coimbra continuará a ser uma cidade de estudantes, porque infelizmente pouco mais tem
    10. Leia a sentença e analise o problema de forma imparcial. Não será a “Denúncia Coimbrã” o rosto da InTocha? Mesmo que o seja, a Vox Cívica, continuará a colaborar com a “Denuncia Coimbrã”, porque queremos colaborar com todos, os que se revêm na Vox Cívica e os que não se revêm na Vox Cívica. A nossa mensagem destina-se a todos os que amam Coimbra. Garanto-lhe que ainda não contactámos o Senhor Padre João Evangelista, da Sé Velha, mas fazemos nossa a mensagem dele.

    Pela Vox Cívica, João Pinto e estou a utilizar o meu IP.

    • ” Não será a “Denúncia Coimbrã” o rosto da InTocha?”

      Os postes são assinados. Têm rosto próprio, portanto.

      Mais uma vez, não vejo o problema apenas no sentido comercial In Tocha/AAC. Ultrapassa essa questão, como já referi.

  3. Ora aqui está uma matéria que não poderia deixar de comentar.

    Obviamente que o funcionamento o Bar incomoda. Isso é indiscutível. Até o silêncio incomoda algumas pessoas!

    Como é sabido por alguns, eu acompanhei bem toda esta situação de 2007 a 2009. Duma coisa posso dar o meu testemunho, NUNCA, repito, NUNCA foi autorizado fazer testes de ruído dentro da casa da D. Vitália.

    Todos os testes de ruído, conduzidos sem conhecimento da concessionária, nunca ultrapassaram os limites legais. MAIS, nunca permitiram sequer diferenciar quando o Bar estava em funcionamento ou encerrado!

    A Sra. D. Vitália é um receptor sensível (tal como é tipificado na lei), tal como outros moradores na R. Padre António Vieira. Como receptor sensíveis têm direitos, deveres e obrigações. Todas as tentativas de dialogo, algumas presenciadas por mim, encontraram barreiras de betão da partes dos moradores.

    Não vou adiantar mais pormenores, pois poderiam ser nocivos à defesa da AAC.

    Os moradores estão a ter uma atitude lesiva da AAC.

    Amigo João Neto, compreendo perfeitamente a sua posição. Essa posição de diálogo já não poderia ter sido assumida pelos moradores?

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