Os tiros cirúrgicos da Paradise House

Tenho muito apresso, e respeito, pelo trabalho desenvolvido no blog o Sexo e a Cidade. Uma referência, sem dúvida, na informação de Coimbra. A minha amizade com o Administrador do referido blog legitima a minha discordância, na actualidade da AAC.

Se o blog O Sexo da Cidade diz que tem um baú cheio de informação eu quero dizer que possuo paletes de baús, a minha consciência filtra aquilo que devo informar. Há assuntos delicados e que primeiro devem ser discutidos dentro da AAC, só depois torná-la públicos e, se possível, sem causar muitos danos colaterais.

Sobre o artigo: “Associação Académica de Coimbra: Amanhã é tarde demais”, que denuncia a ligação de Miguel Franco, o Poupas, numa empresa (Get Loud) que já concorreu a concessões na Queima das Fitas e Festa das Latas, deixo aqui o meu contributo.

É (quase) secular o aparecimento de empresas, cujos sócios desempenharam cargos na AAC, para fornecer serviços à própria AAC. É legítimo um licenciado em Economia, como é o caso de Poupas, ser sócio do que quiser e candidatar-se ao que bem entender e, se não prejudicou a AAC…não vejo onde está o escândalo. Ainda para mais se a tal empresa concorreu aos shot´s da Queima das Fitas e pagou… o dobro do valor da segunda melhor proposta licitada a concurso. Ora, até foi um negócio benéfico para a AAC.

Também é certo que a Get Loud concorreu à recente Latada com uma proposta para a cerveja de 60 mil €. A Get Loud várias vezes foi convidada a desistir da proposta, pela Paradise House? (o que é? Já lá vamos), caso contrario o Poupas “estaria tramado”. O tramanço era, obviamente, passar a informação do “pecado” do Poupas ao ter concorrido ao shots e insistir para desistir da proposta. E, desistir porque?

Porque a única proposta existente, da UNICER/NB, era de 35 mil €.

Consta, pela nº 1 da Padre António Vieira, que há uma vontade imensa de afastar o In Tocha e permitir que o NB se instale na AAC.

A confirmar-se o negócio zela os interesses da Academia. Se a AAC podia encaixar 60 mil porque preferiu a proposta de 35 mil?

O Miguel Franco foi o primeiro alvo para abater também Tomás Ramalho. Existem recentes acertos de contas entre o In Tocha e a DG, acertos de ambas as partes, que estão a ser cumpridos até ao momento.

É precisamente pelas eventuais dívidas do In Tocha que elementos da DG fizeram voar para a blogosfera uma moção de Samuel Vilela, vice-presidente da DG, sobre o (interno) assunto. Pressionando ainda mais a saída do In Tocha e a entrada do NB.

 Paradise House

Para quem está minimamente atento às movimentações silenciosas das politiquices, e negócios ocultos, percebe que o “entalanço” ao Poupas e as fugas de informação vêm da Paradise House. Nesta casa farta vivem: Ricardo Morgado (Presidente DG), André Gomes (Secretário Geral da Queima das Fitas), João Seixas (Administrador da AAC), Paulo Ténia (Secretário da Sala da Queima) e Eduardo Melo (Ex-Presidente da DG).

 Cada um é livre de viver com quem quiser, deviam também ter a liberdade de resolver os assuntos da AAC no Edifício AAC. A instituição merece esse respeito, a presença dos seus funcionários (ou, pessoas funcionais).

André Gomes e Paulo Ténia são pagos, têm um ordenado, mas raramente são vistos na AAC. Aliás, conta-se pelos dedos a ida do Secretário Geral da Queima das Fitas à sala da…Queima das Fitas. Ao que parece tem isenção de horários, ou sei lá o quê que podem até trabalhar no wc do Dolce Vita. Se são pagos pela AAC deviam ir mais vezes à AAC, e porque não vão?

A iniciar mais um ano, sem as Secções saberem o que vão poder contar para as suas actividades, ficava bem ao Secretário Geral da Queima das Fitas vir fazer o trabalho de secretariado e informar qual o saldo positivo da anterior Queima. Números, queremos números.

Desses números, também gostaríamos de perguntar ao André Gomes porque é que o pagamento do NB, no valor de 60 mil €, correspondentes às bebidas brancas na anterior Queima das Fitas, não foi ainda efectuado. E, já agora, onde está o contrato? Não está bem referido no caderno de encargos das bebidas brancas que o concessionário para entrar no recinto tem de efectuar o pagamento antes? Ah, mas faz sentido… sem contrato não há divida!

A tentativa de domínio AAC da Paradise, e negócios que prejudicam gravemente a instituição, é condenável. Assim, os seus responsáveis deviam apresentar demissão e não esperarem que uma Assembleia Magna o faça.

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This entry was posted by Paulo Abrantes.
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