AAC em eleições.

Há três listas candidatas à maior e mais prestigiada Associação de estudantes do país. Lista A “Alternativa És Tu!”, encabeçada por Alma Rivera, a lista L “liga-te mais”, lista  do actual presidente da Direcção-Geral da AAC, Ricardo Morgado, e a lista T “Transforma a AAC” liderada por Celina Vilas Boas.

Tirando Ricardo Morgado, Alma Rivera é o rosto mais conhecido. As suas intervenções na Assembleia Magna, juntamente com as dos seus colegas de lista, têm feito oposição a muitas medidas tomadas pela actual DG.

A Ricardo Morgado gabo-lhe a coragem de se candidatar quando a AAC está à beira do colapso financeiro. Não devemos meter só as culpas à actual conjuntura económica ou financeira, a culpa também é interna. E muita.

Senão vejamos; até à data, a anterior Queima das Fitas ainda não apresentou relatório de contas, mas a DG já foi buscar a sua parte (30%) + a parte das Secções Desportivas (23%) + a parte correspondente às Secções Culturais (21%) para fazer a Latada e pagar a fornecedores. Esta engenharia financeira não só deixa as Secções sem dinheiro para fazerem as suas actividades como também estão a levar a AAC ao Caos Financeiro.

Fala-se que a Queima teve um saldo positivo de 400 mil euros, também se fala que só deu 150 mil limpos. Quer uma, quer outra quantia, já deviam ter sido apresentadas publicamente antes das eleições. É que os candidatos, que desconhecem as contas, estão a candidatar-se ás cegas. O único que conhece é o Ricardo Morgado, que têm o anterior tesoureiro da Queima na sua lista –  candidato a…tesoureiro da DG.

O ridículo da situação é que o referido relatório não é tornado público mas já foi enviado para muitas caixas de correio electrónico de alguns jornalistas da cidade. Qual é a jogada? Desconhecemos essas técnicas de marketing…

Se pensarmos que a Queima das Fitas em 2008 e 2009 teve um saldo positivo de  cerca de um milhão de euros (cada ano), é só fazer contas.

O próprio Presidente considera que a situação financeira da casa está muito mal. No entanto, não é bem assim.

Não há dinheiro para umas coisas mas há para outras. Para assinalar os 125 Anos AAC a DG, além do pagamento de 4 mil euros por uma gala mal sucedida, investiu numa colecção de 125 relógios, numerados, edição de luxo. Até aqui tudo bem, os relógios até são fixes & tal (o Reitor que o diga, pois já lhe foi oferecido o nº 1). O que não é bem, num momento destes, é gastar-se cerca de € 62 500 em relógios de luxo da marca Frederique Constant. Eh, não me enganei nas contas. É só fazerem um exercício matemático: 125X500€= 62 500 €. Repito: sessenta e dois mil e quinhentos euros.

Não há dinheiro para as Secções, não há dinheiro para pagar a fornecedores, mas há para brindes de luxo. Ao que sabemos querem vende-los a € 600. Quem os compra? Serão brindes, sim… (quem conhece a casa…).

Em altura de eleições os estudantes deveriam reflectir nestas questões, em vez de se influenciarem pelos habituais caciques, e pensarem o que querem para a AAC.

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This entry was posted by Paulo Abrantes.

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