A minha Praxe é melhor que a tua.

fdx-praxe1(E se houvesse mar em Coimbra?)

O parvo do professor martelo, desculpem… Marcelo, e muito doutos da Lusa Atenas, parecem querer defender a Praxe de Coimbra como única, pura, patrimonial, e que aqui não se passa nada & tal.

Desafio Conselho de Veteranos a informar publicamente as queixas apresentadas por alunos que se sentiram humilhados (e não só) pela Praxe nestes últimos anos. Poderão não ser muitos, é certo, mas existem. Para as memórias mais “deslavadas”, só quero lembrar que no ano passado (recentemente, portanto) a Praxe em Coimbra esteve suspensa devido à agressão de duas alunas de Psicologia por parte de um “macho alfa“.

Pessoalmente respeito e aceito os argumentos de quem defende a Praxe de Coimbra, tal como respeito e aceito os Anti-praxe. Humanamente acho-a uma parvoíce, só devia alinhar quem quisesse, e não entendo que integração útil isso possa trazer (a não ser o praxado praxar para o ano, mantendo o ritual). No entanto, praXai-vos e embebedai-vos à vontade…até o vómito lavar os próprios cérebros.

O que se passa aqui, e actualmente, é o desaparecimento de 6 vidas com um ritual de nome comum: A PRAXE.

(Acrescentar às vidas destroçadas dos familiares e amigos, e dos amigos dos amigos – que levam por tabela).

Antes de defenderem que a Praxe da “nossa Universidade” é melhor que a Praxe da Lusófona lembrem-se que são feitos de matéria humana. Façam o exercício e respondam: e se houvesse mar em Coimbra? Ou melhor, e se fossem os vossos filhos a serem engolidos por este enigma que tarda em decifrar-se?

A morte já por si é estúpida e inexplicável mas, assim? Com(o) Praxe?

P. S. Se os srs Reitores destas Universidades portuguesas tivessem juizinho, e cagassem de vez para o politicamente correcto, suspendiam para já as Praxes até aos resultados práticos das questões que estão a ser inquiridas neste processo sejam publicas.

praxe

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This entry was posted by Paulo Abrantes.

5 thoughts on “A minha Praxe é melhor que a tua.

  1. ja que falaste em coimbra ter mar, lembrei-me de que pelo menos 1 vez por ano os estudantes de coimbra vao em grande escala até á figueira, sendo que a maior parte dorme bebado na praia e não é uma praia qualquer considerando que até no verão é uma praia perigosa! agora eu pergunto á quantos anos existe esta tradição?! e se sabes de alguma tragedia que tenha acontecido?!

    • Carlos, o contexto de ir à Figueira é completamente diferente. Não é provido de praxes e ali ressaca-se, no area,l a noite anterior. E quem sabe, do espectáculo também bizarro que é a Garraiada.

  2. Pingback: Dura Praxis, Sed Estupidus – Aventar

  3. Sinceramente depois de ler este texto vou deixar de seguir este blog. A estupidez de gente de Coimbra que não defende algo que temos unico, e diferente do que passa na TV, de rituais ou bruxarias ou lá o que foi aquilo do Meco etc. Certamente isto até foi escrito por um estudante da Academia que não sabe o que é a praxe, porque nasceu. Falam no texto quase de uma revolta, do ”fim”, mas mal sabem que a praxe é mais que por de quatro, é a igualdade entre sociedades, é um movimento de revolta, é muita coisa.

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