Denúncia Coimbrã

A minha Praxe é melhor que a tua.

(E se houvesse mar em Coimbra?)

O parvo do professor martelo, desculpem… Marcelo, e muito doutos da Lusa Atenas, parecem querer defender a Praxe de Coimbra como única, pura, patrimonial, e que aqui não se passa nada & tal.

Desafio Conselho de Veteranos a informar publicamente as queixas apresentadas por alunos que se sentiram humilhados (e não só) pela Praxe nestes últimos anos. Poderão não ser muitos, é certo, mas existem. Para as memórias mais “deslavadas”, só quero lembrar que no ano passado (recentemente, portanto) a Praxe em Coimbra esteve suspensa devido à agressão de duas alunas de Psicologia por parte de um “macho alfa“.

Pessoalmente respeito e aceito os argumentos de quem defende a Praxe de Coimbra, tal como respeito e aceito os Anti-praxe. Humanamente acho-a uma parvoíce, só devia alinhar quem quisesse, e não entendo que integração útil isso possa trazer (a não ser o praxado praxar para o ano, mantendo o ritual). No entanto, praXai-vos e embebedai-vos à vontade…até o vómito lavar os próprios cérebros.

O que se passa aqui, e actualmente, é o desaparecimento de 6 vidas com um ritual de nome comum: A PRAXE.

(Acrescentar às vidas destroçadas dos familiares e amigos, e dos amigos dos amigos – que levam por tabela).

Antes de defenderem que a Praxe da “nossa Universidade” é melhor que a Praxe da Lusófona lembrem-se que são feitos de matéria humana. Façam o exercício e respondam: e se houvesse mar em Coimbra? Ou melhor, e se fossem os vossos filhos a serem engolidos por este enigma que tarda em decifrar-se?

A morte já por si é estúpida e inexplicável mas, assim? Com(o) Praxe?

P. S. Se os srs Reitores destas Universidades portuguesas tivessem juizinho, e cagassem de vez para o politicamente correcto, suspendiam para já as Praxes até aos resultados práticos das questões que estão a ser inquiridas neste processo sejam publicas.