CES: “Doutores em delinquência”

BSS-10Um extenso e corrosivo artigo sobre o CES. O autor, e investigador, Gabriel Mithá Ribeiro, arrasa dizendo: “Uma vez que a investigação do CES atenta, no essencial, contra as mais elementares regras de construção do saber sobre as sociedades e contra os deveres cívicos, sociais, morais e de relações entre povos exigíveis às universidades publiquei uma análise crítica sobre o assunto vai para dois anos. A resposta tem sido o silêncio. No intervalo nunca faltaram protestos, em Portugal, contra os cortes ao financiamento à investigação universitária, protestos em muito alimentados pelos que passam ao largo dos reparos à mediocridade do que produzem.”

Vais mais longe: “O centro de investigação de Boaventura de Sousa Santos e de José Manuel Pureza, e de outros, serve-se da ciência, transforma uma universidade pública em barriga de aluguer e utiliza o erário público destinado ao financiamento à investigação para legitimar, sofisticar e exportar a violência social e política. Na impossibilidade de fazer germinar tais barbaridades em Coimbra, empenha-se em exportá-las para Cabo Verde e Guiné-Bissau, como se estas e outras sociedades africanas necessitassem de mais convulsões e violências. Se esta atitude não constitui uma afronta da Universidade de Coimbra à inteligência mais comum e à vida quotidiana dos africanos, resta-me questionar a utilidade das independências. (…)

É para isso que servem as universidades? A Universidade de Coimbra não tem reitor? Serão legítimos e fiáveis os critérios que levam a FCT a considerar o CES um seu laboratório associado, isto é, um dos raros nichos de excelência científica em Portugal que lhe permite consumir avultados milhões de euros ano após ano? É assim que o governo português vem garantindo, promovendo e investindo na estabilidade da vida social, na qualidade das suas instituições e na melhoria das relações com outros estados soberanos? Os governos de Cabo Verde e da Guiné-Bissau não têm nada a ver com o assunto?

Aguardamos que os criticados; Boaventura Sousa Santos, José Manuel Pureza, Sílvia Roque, Kátia Cardoso, Redy Wilson Lima, Lorenzo I. Bordonaro, Marta Peça, Ulrich Schiefer e Joana Vasconcelos, refutam estas demolidoras críticas ao trabalho desenvolvido pelo CES.

(O assunto já em África)

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This entry was posted by Paulo Abrantes.

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