SOS Ucrânia

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Enquanto que por cá nos distraímos com as mentirinhas do preso 44 e na europa discutem se é bom ou mau satirizar o Islão, na Ucrânia vivem-se momentos dramáticos, consequência de uma invasão russa com apoio dos separatistas pró-russos.

Mais do discutir sobre as causas deste estúpido conflito deve-se estar sensível às suas consequências, e tomar medidas urgentes de ajuda. As cidades de conflito precisam de tudo. Os hospitais não têm meios para tratar os mutilados de guerra, são as populações que cozinham e levam a comida aos hospitais. Não há próteses para quem teve de ser amputado. Há pessoas desaparecidas e as únicas ajudas são dos próprios ucranianos, os que estão fora do país. Vive-se o caos neste país, está tudo completamente destruído nas zonas de combate.

Os russos passam informação incorrecta para servir de tónico a uma raiva absurda contra os ucranianos. Nos canais russos de tv passam noticias falsas, criadas e encenadas pelos próprios, para alimentar o ódio e a desumanidade entre os dois povos. Há ucranianos a viver na Rússia que cortaram relações com os seus familiares a viver na Ucrânia, tudo pela falsa informação que circula e a eficiente lavagem de cérebro, muito característico de quem tem a Sibéria ali ao lado.

Com o “cessar fogo” assinado os russos retiraram-se, mas deslocaram-se para outras localizações estratégicas. Há quem acredite que outras ofensivas ocorrerão, os ucranianos vivem esse medo, com a passividade da Europa e dos EUA.

Se é certo que soldados ingleses “vão treinar soldados” ucranianos, também é certo que esta “operação inglesa” é o resultado de um acordo assinado, faz sensivelmente duas décadas, sobre a “era da desnuclearização”. A Ucrânia assinou o fim de seu arsenal atómico. De referir que na altura, 20 anos atrás, a Ucrânia juntamente com a Rússia e EUA, eram as maiores potências do mundo em armamento nuclear.

Desarmou-se e respeitou o acordo. A Russia, não. De referir que no parlamento ucraniano, a quando do acordo de desnuclearização, os deputados nacionalistas defendiam que a Ucrânia devia manter o seu arsenal como protecção contra a ameaça do “imperialismo russo”. Duas décadas depois, à luz dos acontecimentos factuais e verídicos (não as versões ébrias russas), os nacionalistas do parlamento ucraniano tinham TODA a razão. O imperialismo russo mata, é um facto. Nesta vida, neste mundo, quem desarma entrega o respeito. Infelizmente.

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Fotografias de: Kirill Pilipenko, Dmytro Topchiy, Galyna Rybak, Leonid Maslov, Valentyna Varava e Повернись живым.

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This entry was posted by Paulo Abrantes.
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