O esterco chamado Sé-Velha
É de louvar a coragem, e o exercício de cidadania, dos moradores da Sé-Velha que foram a reunião camarária fazer lembrar os autarcas aquilo que eles já sabem há muito, e nada fazem.
O Presidente Manuel Machado e o Vereador Carlos Cidade, ente outros, conhecem muito bem o problema desde que entraram para a CMC. Há algum tempo, portanto.
Nada foi feito. E porquê? Quais os interesses instalados? Quem ganha com o nojo? Porque é que quando os fiscais da CMC, desta área, vão para o terreno alguns empresários da noite ficam previamente a saber? Quem passa essa informação? Quanto custa essa informação? Porque é que o Centro Histórico insiste em passar licenças e fechar os olhos à merda nocturna que se passa na Sé-Velha?
Afinal, que “Centro Histórico” é este que permite tal nojo numa zona recentemente classificada como Património Mundial da Humanidade? São só perguntas, calma.
Perguntas essas que os srs autarcas deviam responder, para não haverem duvidas. Pois, caso não o façam e continuem a permitir a babugem talvez haja um grupo de pessoas que organize um dossier e envie para a UNESCO mostrando (com testemunhos factuais) como, realmente, Coimbra interpreta o estatuto de Património Mundial da Humanidade. (A UNESCO classifica mas também desclassifica).
P. S. Há quase mês e meio fiz o que já muitos fizeram, morar para longe do esterco. Não o fiz por vontade própria, sim por questões de saúde e equilíbrio. Isto porque os srs autarcas continuam cegos e a autenticar o esterco. Talvez um dia se f****!


