Medalha de Ouro e Doutoramento Honoris Causa para o “Pipi”.

pipiFigura ímpar da cidade, em Cortejos de Queima das Fitas ou noutras romarias, o Carlitos (Pipi, para os amigos) é um porta-estandarte de alto nível e gabarito. Por isso, e por ser uma pessoa excepcional, vários cidadãos de Coimbra sugerem à CMC e à Reitoria da UC que o Carlitos receba a Medalha de Ouro da cidade e que seja Doutorado Honoris Causa.

Foi criado este evento/movimento no Facebook, adira.

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This entry was posted by Paulo Abrantes.

3 thoughts on “Medalha de Ouro e Doutoramento Honoris Causa para o “Pipi”.

  1. Escrevi um artigo acintoso sobre o assunto. O Diário de Coimbra não o publicou. Se alguém estiver interessado nele, eu envio-o para o mail que me indicar.
    Aliás, devo ter sido o primeiro a barafustar!

  2. BLASFÉMIAS

    Como diz o povo, há dias em que se não devia sair de casa; em contrapartida, há outros em que se não devia estar.
    Estava eu a cogitar por que carga d´água se deu o nome do façanhudo Sérgio da Conceição ao estádio municipal de Coimbra em Taveiro, e qual terá sido a cabecinha pensadora, inteligência pura já se vê, que o ideou, quando, de repente, blasfémia das blasfémias, os meus olhos dão de caras com a fácies amedrontadora do dr – parece que não o é mas quer que lho chamem – Manuel Alegre sob o título da notícia “Medalha de ouro de Coimbra para o escritor Manuel Alegre”.
    Bem: se para Sérgio da Conceição, indisciplinado e pouco correcto como desportista, a resposta não será difícil de encontrar – política, política, a quanto obrigas! – já para o dr. Alegre o caso muda de figura.
    O extra-famoso poetastro e benfiquista confesso não nasceu em Coimbra. Todavia, passou e passeou pela cidade, trocando amiúde, diz-se, os bancos lustrosos e gastos das salas de aula da “Alma Mater Conimbrigencis” pelas cadeiras um tanto ou quanto incómodas do primeiro andar do café Brasileira, uma “escola de vida” aliciante.
    Foi à tropa, foi preso em Angola pela Pide por ser bom rapaz; dizem que desertou mas ele desmente e parece comprovar; apareceu na rádio Argel a “lutar” ao lado dos, ao tempo, chamados terroristas; e há quem o acuse de trair a pátria, mas nisto não me meto nem opino. A sua reforma (?) da RDP, complementada com o “subsídio vitalício” da AR, ou vice-versa, continua a merecer análises e comentários nebulosos.
    Além disso, que não é pouco, e mais brilhante ainda no seu currículo, foi a sua tirada sonorosa – veio nos jornais da altura – que Coimbra lhe não dizia NADA, ou pondo o dito na sua voz tonitruante de mau pagador, “Coimbra não me diz NADA; Águeda e Lisboa, sim”
    Estado ocasional de demência emocional?
    Pois é: ao arrepio de muita gente que ama a cidade e os seus valores, alguém teve a infeliz ideia, e concretizou-a, de “honrar” o autoconsiderado poeta com uma estátua no Parque da Cidade, uma estátua que não honra a urbe nem os poetas que por lá se quedam também, mudos, envergonhados, impossibilitados de se rebelarem. Agora, pergunta-se, o que move o alguém, ou os alguéns, que quer(em) dignificar com a medalha de oiro da cidade quem tão declarada e acintosamente a ostracizou, ou melhor, insultou?
    Não, não e não! Fazê-lo é afrontar o povo decente, e a gente de Coimbra não o merece.
    Ainda assim, mal por mal e para manter galardões, mais vale dar a medalha de oiro a Sérgio da Conceição, pessoa bem conhecida de toda a gente, e génio da bola colorida ; e dar ao estádio o nome do fantasioso escrevedor, pois o nome de Alegre ofende o oiro da cidade, e o de Conceição belisca o estádio.
    Outrossim, e a haver medalhas de oiro em depósito necessitadas de arejamento, acho que – e se acho não penso! – o melhor será distribuir uma ao “Carlitos”, um cidadão de primeira, académico por eleição, muito mais enriquecedor de Coimbra que muitos engravatados e pseudointelectuais; ou, então, condecorar, a título póstumo, os falecidos Teixeira (Taxeira) e Daniel (Tatonas): o primeiro, estudante “honoris causa”; e o segundo, amador de ivas destemperadas.
    Entenda-se, contudo, que para tudo há remédio, menos para a morte: recolha-se o oiro e apague-se o nome do estádio

    José Querido
    Coimbra

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